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Corte no fornecimento de combustível provocou queda de Boeing 787 da Air India, indica relatório preliminar

Acidente deixou 260 mortos e marca primeira tragédia fatal com o modelo Dreamliner em voo comercial

Um relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (11/7) revelou que a queda do Boeing 787-8 Dreamliner da Air India, que matou 260 pessoas na Índia, foi provocada por um corte súbito no fornecimento de combustível aos motores da aeronave. A descoberta levanta preocupações sobre falhas técnicas ou operacionais envolvendo um dos aviões mais modernos do mundo.

A tragédia aconteceu pouco após a decolagem do voo AI-2711 do Aeroporto Internacional de Ahmedabad, no estado de Gujarat. A bordo estavam 242 passageiros — entre eles 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense — além de 18 tripulantes. O avião, no entanto, não passou dos 190 metros de altitude antes de entrar em uma descida abrupta que terminou em desastre.

A aeronave se chocou contra edifícios próximos e parte do refeitório do BJ Medical College, onde dezenas de pessoas estavam reunidas. O impacto resultou em incêndios que destruíram parte da área e causaram mortes adicionais em solo, elevando o total de vítimas para 260.

Primeiras conclusões

De acordo com o relatório, o fornecimento de combustível para os motores foi interrompido poucos segundos antes do impacto, o que explica a perda repentina de potência e a queda. As autoridades, porém, ainda não confirmaram se a falha decorreu de defeito técnico, erro humano ou eventual sabotagem.

O acidente representa o primeiro com vítimas fatais envolvendo o Boeing 787-8 Dreamliner em operações comerciais. O modelo, lançado em 2011, é considerado um dos mais avançados da aviação mundial, com tecnologia de materiais compostos e motores de alta eficiência.

Impacto e investigações

A queda do voo da Air India já é considerada um dos piores desastres aéreos da história da Índia, superando acidentes anteriores em número de vítimas fatais. O governo indiano determinou prioridade máxima às investigações e já solicitou assistência técnica da Boeing e da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).

Equipes de resgate ainda trabalham na remoção dos destroços e na identificação das vítimas. As caixas-pretas — o gravador de dados de voo (FDR) e o gravador de voz da cabine (CVR) — já foram recuperadas e estão sendo analisadas por peritos.

“É um momento de profunda tristeza. Estamos colaborando integralmente com as autoridades e oferecemos nossas condolências às famílias das vítimas”, declarou a Air India em nota oficial.

Histórico preocupante

Apesar da reputação de segurança, o Dreamliner teve, ao longo da última década, episódios que levantaram preocupações, como problemas nas baterias de íons de lítio em seus primeiros anos de operação. Entretanto, nunca havia registrado mortes em voos comerciais até agora.

O resultado final da investigação deverá esclarecer as causas do corte no fornecimento de combustível e se há implicações que possam afetar outras aeronaves do mesmo tipo em operação no mundo.

Leia mais: Corte no fornecimento de combustível provocou queda de Boeing 787 da Air India, indica relatório preliminar

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