A fabricante brasileira de aeronaves Embraer sofreu um duro revés no cenário internacional após ser preterida em um contrato bilionário com a LOT Polish Airlines, companhia aérea estatal da Polônia. O negócio, avaliado em cerca de US$ 2,7 bilhões, foi fechado com a Airbus, que fornecerá 40 jatos A220, com opção de ampliação para até 84 unidades.
A decisão da LOT foi anunciada oficialmente na quarta-feira (16/07) e celebrada em uma cerimônia com a presença de autoridades políticas da Polônia, França e Canadá — países diretamente ligados à Airbus e à produção do modelo A220. O contrato foi negociado durante o Paris Air Show, um dos maiores eventos do setor aeronáutico.
Mudança estratégica com viés político
Embora a Airbus e a Embraer tenham oferecido propostas altamente competitivas, analistas e executivos do setor apontam que o fator geopolítico foi decisivo. A Polônia, que já utilizava aeronaves da Embraer, anunciou que irá aposentar gradualmente os modelos da fabricante brasileira.
Em resposta, a Embraer divulgou uma nota crítica:
“Entendemos que estamos vivendo em um momento excepcional em que a geopolítica desempenha um papel importante. A manutenção da frota atual poderia gerar uma economia de milhões de euros à LOT.”
Visita de Lula a Moscou repercute negativamente
Especialistas como Nick Cunningham, da Agency Partners, apontam que o contrato “tornou-se muito mais político do que técnico” e que fatores externos, como o fortalecimento das relações entre França e Polônia, favoreceram a Airbus — que tem origem europeia.
No entanto, o fator mais sensível apontado por bastidores diplomáticos foi a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Rússia, onde participou das comemorações do 80º aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, ao lado de Vladimir Putin.
A Polônia, um dos países europeus mais críticos à invasão da Ucrânia pela Rússia, não viu com bons olhos a aproximação brasileira com o Kremlin. Embora o CEO da LOT, Michal Fijol, tenha evitado comentar diretamente a influência da política externa brasileira, admitiu que o processo de escolha “não foi fácil”.
“Recebemos duas ofertas muito competitivas. Mas estou satisfeito porque a Airbus nos queria mais”, declarou Fijol à imprensa internacional.
Repercussão e consequências
A perda do contrato com a LOT representa não apenas um prejuízo financeiro para a Embraer, mas também um alerta sobre os efeitos da política externa brasileira nas relações comerciais estratégicas. A empresa tem forte atuação no mercado europeu e concorria em pé de igualdade com grandes players como Boeing e Airbus.
Internamente, o episódio pode alimentar críticas à diplomacia do governo Lula, especialmente em meio a tensões globais envolvendo Rússia e Ucrânia, e a tentativa de o Brasil manter uma posição de neutralidade contestada por países da OTAN.
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