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QUASE METADE – 14 milhões de idosos no Brasil estão inadimplentes

14 milhões de idosos no Brasil estão inadimplentes

Minas Gerais vive uma explosão de violência financeira contra idosos. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) revelam que os golpes de estelionato praticados contra pessoas acima de 60 anos cresceram 850% nos últimos cinco anos. Em 2019, a média era de quatro vítimas por dia. Em 2025, são 38 idosos enganados diariamente – mais de 1.100 por mês.

Para especialistas, esse aumento alarmante tem raízes profundas: desde o avanço dos crimes cibernéticos, com o uso da inteligência artificial (IA) para falsificar vozes e imagens, até a falta de inclusão digital, vazamento de dados pessoais e a negligência de bancos e instituições financeiras.

“O idoso, por sua natureza e contexto, é mais vulnerável. E os criminosos sabem disso. A IA potencializou o alcance das fraudes, tornando tudo mais verossímil. O golpe do boleto falso, das centrais falsas de atendimento e até do falso amor, infelizmente, viraram rotina”, explica Marcelo Barbosa, coordenador do Procon Assembleia.

📉 Endividamento se agrava: 14 milhões de idosos no Brasil estão inadimplentes

Enquanto as fraudes crescem, o endividamento entre idosos também dispara. Segundo a Serasa Experian, dos 32 milhões de idosos brasileiros, 14 milhões estão com dívidas ativas — o que representa quase metade dessa população. Muitos, inclusive, entram na faixa do superendividamento, quando a dívida ultrapassa qualquer capacidade de pagamento.

É o caso da artista plástica Juçara Costa, de 73 anos. Uma cirurgia a afastou do trabalho, e a dependência do cartão de crédito levou sua dívida de R$ 7 mil a quase R$ 40 mil. “Cada mês que eu pagava o cartão, ficava sem dinheiro para o restante. Quando parei de pagar, começou o pesadelo. Só consegui resolver com ajuda jurídica e renegociação”, conta.

🚨 Da falsa “amostra grátis” ao golpe do consignado

Além dos estelionatários virtuais, bancos e financeiras também estão na mira dos órgãos de defesa do consumidor. Há centenas de casos de empréstimos consignados feitos sem autorização dos idosos, apenas com dados vazados. A presidente do Instituto Defesa Coletiva, Lillian Salgado, afirma que a prática, considerada ilegal, é tão comum que muitos idosos nem sabem que estão pagando por mais de um contrato.

“Pelo Código de Defesa do Consumidor, o crédito não solicitado deveria ser considerado amostra grátis — ou seja, o idoso não pode ser responsabilizado por ele. Mas ainda falta informação e acolhimento”, afirma.

📱 Inclusão digital como ferramenta de proteção

Diante do cenário, algumas instituições começam a reagir com ações de letramento digital para idosos. O Banco Mercantil, por exemplo, lançou o programa Meu+, voltado a clientes acima dos 50 anos, com cursos de educação digital e prevenção a fraudes.

“Oferecemos cursos de segurança, navegação na internet e uso dos aplicativos bancários. Acreditamos que empoderar o idoso com conhecimento é a melhor defesa”, explica Igor Magalhães, superintendente do banco.

⚖️ Lei do Superendividamento: mais direitos, pouco acesso

A Lei 14.181/21, conhecida como Lei do Superendividamento, foi criada para proteger consumidores que não conseguem mais quitar suas dívidas. Ela proíbe assédio comercial, exige análise da capacidade de pagamento e determina que o crédito concedido sem critérios deve ser responsabilizado pelas instituições.

Mas muitos idosos nem sabem da existência da lei — tampouco conseguem acesso à justiça. “Eles precisam marcar atendimento pelo aplicativo, acessar sites e preencher formulários online. Isso acaba afastando quem mais precisa”, pontua Barbosa, do Procon.

🔒 O que fazer?

  • Desconfie de promessas milagrosas, como empréstimos sem consulta ou remédios com “famosos”.
  • Nunca compartilhe dados pessoais por telefone ou redes sociais.
  • Use canais oficiais para falar com bancos ou órgãos públicos.
  • Busque apoio de entidades como o Procon, Defensoria Pública e Instituto Defesa Coletiva.
  • Denuncie casos de estelionato pelo Disque 100 ou em delegacias.
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