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FDA desaconselha vacina contra chikungunya em idosos; Brasil já aprovou uso

Agência americana alertou sobre risco de efeitos adversos em maiores de 60 anos. Decisão ocorre após suspensão e revisão do uso na Europa. Imunizante da Valneva foi aprovado no Brasil em abril de 2025.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, recomendou que a vacina Ixchiq contra a chikungunya não seja administrada em pessoas com mais de 60 anos. O alerta foi emitido em 9 de maio de 2025, após preocupações com eventos adversos graves nessa faixa etária.

A decisão da FDA foi influenciada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que suspendeu em março o uso da vacina em maiores de 65 anos com base em dados preliminares de farmacovigilância. No entanto, em 11 de julho, o Comitê de Avaliação de Risco em Farmacovigilância (PRAC/EMA) revogou a suspensão, substituindo-a por uma avaliação individual de risco-benefício para cada paciente idoso, sob orientação médica.

Apesar das controvérsias, a vacina foi aprovada no Brasil em abril de 2025 pela Anvisa, incluindo sua aplicação em adultos a partir de 18 anos, sem restrição oficial por idade até o momento. O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica francesa Valneva e é o primeiro autorizado no mundo contra o vírus chikungunya — uma doença viral transmitida por mosquitos Aedes, com sintomas como febre alta, dores articulares intensas e, em alguns casos, complicações crônicas.

Reações adversas em idosos

Segundo o relatório da FDA, idosos que receberam a vacina Ixchiq apresentaram, com maior frequência, efeitos colaterais graves, incluindo reações neurológicas raras. A recomendação da agência americana é que profissionais de saúde considerem outros fatores de risco antes da aplicação do imunizante em maiores de 60 anos.

O que dizem as autoridades

A Valneva afirmou que está colaborando com agências regulatórias internacionais e que novos estudos estão em andamento para monitorar a segurança da vacina em populações mais velhas.

No Brasil, a Anvisa ainda não emitiu posicionamento atualizado sobre possíveis restrições etárias, mas fontes do Ministério da Saúde indicam que o assunto já está sob análise técnica. A vacinação ainda não foi incorporada ao SUS, mas a inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI) está em avaliação, especialmente para regiões com surtos recentes da doença, como Norte e Nordeste.

Contexto da doença

Desde 2014, o Brasil enfrenta surtos esporádicos de chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 145 mil casos foram registrados apenas no primeiro semestre de 2025, com índices crescentes entre idosos, que têm maior risco de complicações.


Resumo:

  • Vacina Ixchiq foi desaconselhada pela FDA para maiores de 60 anos.
  • União Europeia suspendeu o uso em idosos, mas depois voltou atrás, recomendando avaliação individual.
  • No Brasil, vacina foi aprovada em abril/2025, sem restrições etárias até o momento.
  • Anvisa estuda novos dados e pode rever a indicação conforme evidências evoluam.

“A proteção contra chikungunya é necessária, mas é fundamental equilibrar riscos e benefícios, especialmente em grupos mais vulneráveis.”
Nota da FDA sobre a recomendação

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