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AGU exige R$ 2 bilhões da Vale por extração irregular em mina na Grande BH

⚖️ Ação da AGU contra a Vale na Justiça Federal


A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou, em 24 de julho, ação na Justiça Federal (TRF‑6) requerendo que a Vale pague R$ 2 bilhões em indenização por danos ao patrimônio público na mina do Tamanduá, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte.

📌 O que diz a ação

  • A área ocupada indevidamente pela empresa é de aproximadamente 66.500 m² — equivalente a nove campos de futebol — pertencente à União, e atualmente reservada para instalação de um mineroduto operado pela Vale.
  • Embora autorizada a usar o terreno para infraestrutura, a extração mineral é proibida na região.
  • Análises técnicas e imagens geoespaciais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmaram a retirada de minério na área, e a própria empresa teria admitido a extração e comercialização do material.

🧾 Fundamentação da União

  • Segundo o procurador João Batista Vilela Toledo (Corepam), a Vale extrapolou os limites autorizados e avançou sobre a zona de servidão, área destinada exclusivamente aos equipamentos do mineroduto — o que caracteriza lavra ilegal.
  • A advogada da União Karina Bragio destaca o compromisso da AGU com a proteção ambiental e patrimonial, afirmando que a única forma de reparação é o ressarcimento financeiro, já que o recurso natural extraído não pode ser devolvido.
  • O processo também tem caráter pedagógico, servindo de alerta para outras empresas e ações futuras em casos semelhantes.

🏛️ Posição da Vale

A mineradora declarou que não foi formalmente citada sobre o processo e tomou conhecimento da ação pela imprensa. A Vale afirmou cumprir as normas e regulamentações vigentes no setor e que responderá ao Judiciário no momento oportuno.


🌍 Relevância e contexto

  • A área ligada à mina do Tamanduá é estratégica para operações de transporte de minério, mas a lavra ali é vedada por legislação e normas ambientais.
  • Investigações de órgãos públicos, como a Corepam, têm intensificado ações contra empresas que praticam lavas ilegais em Minas Gerais, buscando responsabilização e ressarcimento da União.
  • O caso reforça a discussão sobre exploração sustentável e respeito aos limites da legislação ambiental e patrimonial no setor de mineração.
Leia mais: AGU exige R$ 2 bilhões da Vale por extração irregular em mina na Grande BH

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