Na noite de terça-feira (4 de novembro de 2025), diversas cidades de Goiás foram palco de um foguetório que, segundo as autoridades, serviu como homenagem a membros da facção Comando Vermelho (CV) mortos durante a Operação Contenção, realizada no final de outubro no estado do Rio de Janeiro.
Na manhã desta quarta-feira (5/11), a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) informou que 32 pessoas foram presas em uma ação integrada das polícias Civil e Militar, com apoio do setor de inteligência.
De acordo com o secretário Renato Brum, as detenções começaram ainda de madrugada, logo após os primeiros disparos e sinais do ritual com fogos. “Desde os primeiros fogos detectados, fomos a campo… realizando as primeiras prisões ainda durante a madrugada.”
Detalhes da operação
- Em Goiânia foram registradas 14 prisões, em Abadia de Goiás 6, em Aparecida de Goiânia 9, e na cidade de Rio Verde 3.
- Segundo a SSP-GO, a maior parte dos detidos eram simpatizantes da facção, e integrantes de torcidas organizadas que “aproveitaram para aparecer nas redes sociais”.
- O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, explicou que soltar fogos em si não configura crime, mas o que está sob investigação é a apologia ao crime, posse ilegal de arma e porte de drogas.
- A fiscalização da Corpo de Bombeiros de Goiás e do PROCON‑GO abrangeu cerca de 30 empresas que vendem fogos, em municípios como Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Anápolis. Quase 4.000 unidades de fogos de artifício foram apreendidas por irregularidades no armazenamento e na comercialização.
Contexto que dá combustível à ação
A Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025, envolveu centenas de agentes, cumpriu mais de 100 mandados em 26 comunidades, e resultou em mais de 120 mortes, sendo a maioria atribuída à atuação do Comando Vermelho.
Mensagens que circulavam em grupos de WhatsApp indicavam que o foguetório em Goiás teria sido uma reação da facção pelo “respeito aos irmãos caídos”.
Impactos e postura do Estado
O secretário Renato Brum enfatizou que o Estado de Goiás mantém uma política de tolerância zero com manifestações de facções criminosas:
“Em Goiás não tem um palmo de terra onde as forças de segurança não entrem. A resposta será dura contra esses elementos.”
O comandante-geral da Polícia Militar de Goiás (PMGO), coronel Marcelo Granja, reforçou que o serviço de inteligência segue monitorando atentamente o estado, para evitar “subida de nível” da violência em Goiás.
O que se verifica até o momento
Embora apenas parte dos presos tenha vínculo direto comprovado com a facção, a operação alertou para a combinação entre torcida organizada + redes sociais + manifestações simbólicas do crime organizado. Conforme a apuração:
- Algumas pessoas presas usavam tornozeleiras eletrônicas.
- A ação de fogos parece ter servido também como “mapa” para a polícia identificar locais e participantes, segundo a SSP-GO.
Para o cidadão comum
Para a população local, a mensagem oficial é: fique atento, denúncias são bem-vindas, e manifestações em massa (como foguetórios) que remetem à enaltecimento do crime serão investigadas. O uso de fogos não é proibido per se, mas qualquer ato associado à facção ou utilizado como símbolo de facção pode tipificar crime.
A apreensão de milhares de artefatos reforça que fiscalizações vão além da segurança pública: envolvem segurança civil (manuseio de fogos) e prevenção de riscos para a comunidade.
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