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Disputa entre facções nacionais acende alerta máximo em comunidades de Belo Horizonte

Aglomerado da Serra e Pedreira Prado Lopes se tornam foco de confrontos envolvendo PCC, Comando Vermelho e TCP, segundo o governo de Minas

Belo Horizonte vive um cenário de tensão crescente na área da segurança pública com o avanço de facções criminosas de atuação nacional em comunidades estratégicas da capital. O Aglomerado da Serra, maior conjunto de vilas da cidade, passou a ser alvo direto de disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).

A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (23/12) pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), durante coletiva de imprensa que apresentou os resultados da Operação Dominus, desencadeada para conter a expansão dessas organizações em Belo Horizonte.

Segundo Simões, o Aglomerado da Serra, localizado na região Centro-Sul, deixou de ser controlado apenas por grupos criminosos locais de menor estrutura e passou a despertar o interesse direto das maiores facções do país.

“A Serra se transformou em um espaço de disputa das três organizações criminosas que atuam em Belo Horizonte: Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital. Elas tentam se instalar na região, mas o Estado não permitirá que nenhuma dessas facções ocupe o território”, afirmou o vice-governador.

Ainda conforme o governo estadual, a operação policial também está ligada ao assassinato ocorrido no último sábado (20), no bairro Funcionários, quando um homem de 33 anos, conhecido como “Grandão”, foi executado com mais de 13 disparos. Dentro do veículo da vítima, a polícia encontrou uma carta com detalhes sobre a disputa de poder entre facções criminosas, reforçando a tese de um conflito em escalada na capital.


Violência se espalha e deixa morto na Pedreira Prado Lopes

A guerra entre facções também se intensificou no complexo da Pedreira Prado Lopes (PPL), na região Noroeste de Belo Horizonte. Em menos de 24 horas após três pessoas serem baleadas na terça-feira (23/12), um homem de 26 anos foi executado na noite desta quarta-feira (24/12), no bairro Bonfim.

O homicídio aconteceu por volta das 19h, na Rua Mariana, próximo ao cruzamento com a Rua Abaeté. Não houve testemunhas diretas, mas, de acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o pai da vítima — que teria ligação com o Comando Vermelho — relatou que o filho foi chamado ao portão de casa antes de ser alvejado.

No local do crime, os militares recolheram 17 estojos de munição calibre 9 milímetros, o que, segundo a polícia, pode indicar uma ação planejada e com caráter de intimidação, típica de disputas entre facções rivais.


“Buraco Quente” é ponto central da disputa

As investigações apontam que o principal motivo do confronto na Pedreira Prado Lopes é o controle da área conhecida como “Buraco Quente”, na Vila Senhor dos Passos. O local, historicamente dominado pelo PCC, é considerado estratégico por concentrar intensa movimentação do tráfico de drogas.

A região possui saídas rápidas para as avenidas Presidente Antônio Carlos e Dom Pedro II, além de estar a menos de um quilômetro do Hipercentro de Belo Horizonte, o que facilita a logística do crime e amplia o interesse das facções.

Especialistas em segurança pública avaliam que a disputa por territórios próximos a corredores viários e áreas centrais tem se intensificado nos últimos anos, refletindo uma mudança no perfil do crime organizado, que busca maior capilaridade urbana e domínio de pontos com alto retorno financeiro.


Estado promete resposta firme

Diante do avanço das facções e da escalada da violência, o governo de Minas afirma que novas operações devem ser realizadas, com reforço do policiamento ostensivo, ações de inteligência e integração entre forças estaduais e federais.

A Polícia Militar e a Polícia Civil seguem investigando as conexões entre os crimes recentes, enquanto moradores das regiões afetadas relatam medo e cobram medidas permanentes de segurança.


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