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Preço do café cai até 15% no Brasil em 2026 e consumo volta a crescer após crise no setor

Safra recorde, maior oferta de grãos e redução da pressão inflacionária impulsionam recuperação do mercado de café no país

O preço do café começou a dar sinais de alívio para o consumidor brasileiro em 2026. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) mostram que o café tradicional e extraforte — o mais consumido no país — ficou 15,5% mais barato em relação ao ano passado, enquanto o consumo voltou a crescer após a forte retração registrada em 2025.

O balanço foi apresentado às vésperas do Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, e revela uma mudança importante no cenário do setor cafeeiro brasileiro após um período marcado por forte inflação, baixa oferta de grãos e queda nas vendas.

Consumo de café reage após queda em 2025

Segundo a ABIC, as vendas de café no varejo cresceram 2,44% entre janeiro e abril de 2026, totalizando 4,91 milhões de sacas comercializadas. No mesmo período do ano passado, o setor havia registrado retração de 5,13%, pressionado pela alta dos preços ao consumidor.

A recuperação ganhou força especialmente nos meses de março e abril:

  • Março de 2026: alta de 10,25% nas vendas;
  • Abril de 2026: crescimento de 3,66%.

De acordo com o presidente da ABIC, Pavel Cardoso, a melhora no abastecimento e a redução da volatilidade no mercado ajudaram a impulsionar a retomada do consumo.

Café tradicional fica mais barato nas prateleiras

O principal destaque do levantamento foi a queda no preço do café tradicional e extraforte, categoria presente na maior parte das residências brasileiras.

Confira a variação média de preços entre abril de 2025 e abril de 2026:

Categorias com queda de preço

  • Tradicional e extraforte: de R$ 65,50 para R$ 55,34 por quilo (-15,51%);
  • Café superior: queda de 12,65%;
  • Cápsulas: redução de 9,49%.

Categorias com alta

Enquanto os cafés mais populares ficaram mais baratos, os produtos premium registraram valorização:

  • Café especial: alta de 16,89%;
  • Descafeinado: aumento de 21%.

A ABIC avalia que o consumidor segue buscando produtos de maior valor agregado, especialmente entre os públicos mais jovens e ligados ao consumo gourmet.

Safra de café deve bater recorde histórico em 2026

A melhora no mercado também está diretamente ligada à perspectiva de uma safra histórica no Brasil. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de café deve crescer 18% em 2026, alcançando 66,7 milhões de sacas de 60 quilos — o maior volume já registrado na série histórica da estatal.

O resultado supera o recorde anterior, de 2020, quando o país produziu 63,08 milhões de sacas.

O crescimento é impulsionado principalmente pelo café arábica, favorecido pela bienalidade positiva e pelas condições climáticas mais favoráveis nas principais regiões produtoras.

Minas Gerais lidera produção nacional

Maior produtor de café do Brasil, Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas em 2026, alta de quase 30% em relação ao ciclo anterior.

O estado concentra a maior produção de café arábica do país e foi beneficiado pela boa distribuição de chuvas até março, fator considerado decisivo para a qualidade e produtividade das lavouras.

Outros estados também devem apresentar crescimento relevante:

  • Espírito Santo: 18 milhões de sacas;
  • São Paulo: alta de 24,6%;
  • Bahia: crescimento de 5,9%;
  • Rondônia: avanço de 19,4%.

Exportações caem no início do ano, mas mercado segue aquecido

Apesar da recuperação interna, as exportações brasileiras de café registraram queda de 22,5% entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O recuo é atribuído aos estoques baixos no início de 2026, consequência das perdas climáticas e da forte demanda global observada nos últimos anos.

Mesmo assim, a expectativa do setor é positiva para o segundo semestre, quando a entrada da nova safra deve aumentar a oferta e impulsionar os embarques internacionais.

Mercado internacional continua pressionado

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta crescimento de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26. Ainda assim, os preços internacionais devem permanecer relativamente elevados devido ao consumo aquecido e aos estoques globais reduzidos.

Especialistas avaliam que, caso a safra brasileira confirme as projeções recordes, o consumidor poderá continuar percebendo redução gradual nos preços ao longo de 2026.

Leia mais: Preço do café cai até 15% no Brasil em 2026 e consumo volta a crescer após crise no setor

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