A crise política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro tem provocado reflexos diretos na articulação da direita para as eleições de 2026, especialmente em Minas Gerais. O cenário de instabilidade já afeta alianças, pré-candidaturas e estratégias tanto no campo bolsonarista quanto entre grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, aliados do bolsonarismo considerado “raiz” demonstram incômodo com a postura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que evitou sair publicamente em defesa do enteado durante a crise.
Além disso, gestos recentes de aproximação institucional de Michelle com o ministro Alexandre de Moraes vêm sendo interpretados por setores da direita como uma tentativa de preservar sua própria imagem política diante das turbulências envolvendo a família Bolsonaro.
Zema e Caiado tentam ocupar espaço na direita
O ambiente de desgaste abriu espaço para movimentações de outros nomes do campo conservador. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passaram a intensificar críticas públicas à relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao mesmo tempo, lideranças do Republicanos começaram a discutir alternativas para a corrida presidencial. Em Minas, o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, ensaia a possibilidade de lançar o senador Cleitinho como candidato ao Palácio do Planalto.
Sucessão mineira segue indefinida
As movimentações nacionais têm impacto direto na disputa pelo governo mineiro. O PL e o Republicanos já anunciaram aliança para a sucessão estadual, e Cleitinho aparece como favorito em pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas.
Caso o senador decida não disputar o cargo, outras alternativas ganham força dentro do PL mineiro, como o presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe, e o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli.
Ao mesmo tempo, o distanciamento entre o PL e o grupo político de Zema amplia as dificuldades para uma eventual aliança em torno do vice-governador Mateus Simões, que é apontado como possível candidato à reeleição com apoio do Novo.
Campo lulista também enfrenta impasses
Enquanto a direita vive um cenário fragmentado, o grupo político ligado ao presidente Lula também enfrenta indefinições em Minas Gerais.
A federação formada por PT, PV e PCdoB aguarda uma definição do senador Rodrigo Pacheco sobre uma possível candidatura ao governo estadual. Nos bastidores, a avaliação é que a decisão final dependerá diretamente do presidente Lula.
Entre os nomes cogitados pelo campo progressista estão o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, o deputado federal Reginaldo Lopes e o empresário Josué Gomes da Silva.
Outra articulação envolve o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, que poderia liderar uma frente apoiada por setores do MDB, PV, PCdoB e parte do PT.
Cenário segue aberto para 2026
Com múltiplas articulações em andamento e nenhuma definição oficial até o momento, o cenário político mineiro segue em aberto para as eleições de 2026.
Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam que novas alianças e candidaturas ainda podem surgir nos próximos meses, especialmente após definições nacionais envolvendo o bolsonarismo e o governo federal.
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