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Ex-ministro do México condenado a 38 anos de prisão por ligações com o narcotráfico

O ex-ministro da Segurança Pública do México, Genaro García Luna, foi sentenciado a 466 meses de prisão, o equivalente a 38,8 anos, nesta quarta-feira (16), nos Estados Unidos. Além da pena, ele foi multado em US$ 2 milhões por facilitar, durante mais de uma década, as atividades criminosas do cartel de Sinaloa em troca de subornos milionários.

O julgamento foi presidido pelo juiz Brian Cogan, que, apesar dos pedidos da promotoria por prisão perpétua, optou por uma pena menor, justificando que gostaria de “deixar uma luz no fim do túnel”. A sentença incluiu 460 meses por quatro acusações, além de seis meses adicionais por falsificação de documentos na tentativa de obter a cidadania americana.

Durante a audiência, García Luna permaneceu calmo ao ouvir o veredito, enquanto sua esposa e filha acompanhavam o julgamento. O juiz destacou o comportamento de “vida dupla” do ex-ministro, que, ao mesmo tempo que exercia funções de combate ao crime, facilitava atividades criminosas. “Foi tão intimidador quanto Joaquín Guzmán [líder do cartel de Sinaloa], apenas de uma maneira diferente”, afirmou Cogan.

Traição e impacto

A sentença foi vista como uma “mensagem contundente” pela promotoria. Breon Peace, um dos promotores, ressaltou que a condenação de García Luna marca um passo crucial na defesa da justiça. Segundo ele, a traição do ex-ministro permitiu a entrada de mais de 1 milhão de quilos de drogas nas comunidades americanas e contribuiu para uma onda de violência tanto nos Estados Unidos quanto no México. “Ninguém, independentemente da sua posição ou influência, está acima da lei”, afirmou Peace.

Embora a promotoria tenha solicitado prisão perpétua, a defesa havia pedido uma pena de 20 anos, a mínima pelos cinco crimes dos quais García Luna foi condenado. O ex-ministro, que não testemunhou durante o julgamento, fez um pedido de clemência ao juiz antes da sentença ser anunciada.


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