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Aumento da migração venezuelana pela perigosa Selva de Darién preocupa autoridades internacionais

A Selva de Darién, localizada entre a Colômbia e o Panamá, voltou a ser palco de uma crescente crise migratória. Após uma queda no número de migrantes cruzando a região nos primeiros meses de 2024, o fluxo voltou a aumentar, com destaque para o crescente número de venezuelanos. Em setembro, 25.111 migrantes atravessaram a selva, sendo mais de 80% deles venezuelanos, representando um aumento de 51% em relação a agosto.

Conhecida como uma das regiões mais perigosas do mundo, o Darién Gap é controlado por grupos criminosos, onde migrantes enfrentam não apenas os riscos naturais, como doenças e animais selvagens, mas também violência armada, extorsões e abusos, como assaltos e sequestros. A região tem sido uma rota crucial para migrantes sul-americanos em direção aos Estados Unidos.

Em 2023, a travessia bateu recordes, com mais de 520 mil migrantes, dos quais 328 mil eram venezuelanos fugindo da crise humanitária e econômica no país. Segundo um relatório da Refugees International, a repressão após as eleições venezuelanas de julho de 2024, marcadas por fraudes, intensificou a migração, com a população buscando escapar do governo de Nicolás Maduro.

O recém-eleito presidente do Panamá, José Raúl Mulino, que assumiu em julho de 2024, prometeu “fechar” o Darién e já implementou medidas para conter o fluxo migratório, incluindo um acordo com os EUA para repatriar migrantes. Apesar dessas ações, especialistas apontam que a pressão migratória da Venezuela continuará sendo um desafio para a região.

A situação no Darién reflete a profundidade da crise venezuelana e a dificuldade em conter o movimento migratório enquanto as condições no país vizinho não melhoram.


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