A greve dos motoristas do transporte coletivo de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, provocou a paralisação total dos ônibus na cidade nesta sexta-feira (17). O movimento teve início à meia-noite, após fracasso nas negociações entre a categoria e o Consórcio Transoeste, responsável pelo serviço.
A paralisação impacta diretamente milhares de passageiros que dependem do transporte público para deslocamento diário, agravando a mobilidade urbana no município.
“Sem acordo, transporte coletivo para e população fica sem ônibus em Divinópolis”
Diante do impasse, a prefeita Janete Aparecida anunciou uma série de medidas emergenciais. Entre elas, a aplicação de multa ao consórcio pelo descumprimento da exigência legal de manter ao menos 30% da frota em circulação, além da abertura de processo administrativo contra a empresa.
Para minimizar os impactos, a prefeitura autorizou a circulação de vans como alternativa temporária ao transporte coletivo.
Outro ponto que chama atenção é o reajuste da tarifa, anunciado mesmo em meio à greve. A passagem passará dos atuais R$ 4,15 (dinheiro) e R$ 3,65 (cartão) para R$ 6 e R$ 5,50, respectivamente, a partir de maio — aumento de cerca de 44,6% após quase seis anos sem reajuste.
“Tarifa pode subir para R$ 6 em meio à crise no transporte público”
IMPASSE NAS NEGOCIAÇÕES
A greve foi deflagrada após assembleia da categoria terminar sem acordo. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Divinópolis (Sinttrodiv) reivindica reajuste salarial de cerca de 10%, além da incorporação de R$ 475 referentes à chamada “dupla função” — quando o motorista também exerce o papel de cobrador.
A categoria também pede aumento no tíquete-alimentação, de R$ 700 para R$ 900. Com as mudanças, a remuneração total poderia se aproximar de R$ 4 mil.
Por outro lado, o consórcio propôs equiparar os salários aos de Belo Horizonte, em torno de R$ 3.180, mantendo a gratificação e oferecendo tíquete de R$ 800 — proposta rejeitada pelos trabalhadores.
“Proposta é considerada insuficiente pela categoria, que mantém paralisação”
CRISE NO SISTEMA E MEDIDAS DA PREFEITURA
Para atender às demandas da categoria, a empresa também solicitou aumento da tarifa para R$ 6,58 e um subsídio mensal que poderia chegar a R$ 3 milhões. A prefeitura, no entanto, optou por reajustar a passagem abaixo do valor pedido e suspender o subsídio atual, substituindo-o por um auxílio combustível estimado em R$ 200 mil mensais.
Além disso, a gestão municipal suspendeu o repasse mensal de cerca de R$ 2 milhões ao consórcio — valor que fazia parte de um pacote de R$ 18 milhões firmado na gestão anterior para manter a tarifa congelada.
A prefeita também determinou que a empresa cumpra cláusulas contratuais, como renovação da frota e funcionamento de equipamentos de acessibilidade, como elevadores para pessoas com deficiência.
IMPACTO EM MINAS GERAIS
A paralisação em Divinópolis reflete um cenário recorrente em cidades mineiras, onde o transporte coletivo enfrenta desafios financeiros, pressão por reajustes tarifários e demandas trabalhistas. Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, o tema também é frequente, com debates sobre subsídios, qualidade do serviço e equilíbrio econômico das concessões.
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