CRM-MG e Sindicato dos Médicos criticam redução de até 25% das equipes; prefeitura afirma que seguirá norma federal e manterá número de ambulâncias
A decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de reduzir o número de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) provocou forte reação de entidades médicas, que alertam para risco de “colapso” no sistema de saúde da capital. A medida ocorre em meio ao aumento expressivo de casos de doenças respiratórias, que já pressionam a rede pública em 2026.
De acordo com o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), a previsão é de corte de cerca de 25% dos técnicos de enfermagem a partir de 1º de maio. Com isso, as ambulâncias de suporte básico passariam a operar com apenas um profissional de saúde, além do motorista.
As entidades destacam que a mudança acontece em um momento crítico. Desde janeiro, Belo Horizonte já registrou mais de 107 mil atendimentos por síndromes respiratórias, cenário que levou a prefeitura a decretar situação de emergência em saúde pública no último dia 10 de abril.
“Redução de equipes do Samu em plena crise respiratória pode levar ao colapso do sistema de saúde”
Segundo o Sinmed e o CRM-MG, o impacto vai além do atendimento pré-hospitalar. A diminuição da capacidade do Samu pode gerar um efeito em cadeia, comprometendo o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais da capital.
“O enfraquecimento do atendimento pré-hospitalar ameaça o acesso básico à saúde da população”
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que não renovará o contrato de 34 profissionais contratados em caráter emergencial durante a pandemia de Covid-19. Os vínculos se encerram em 1º de maio.
A pasta afirma que haverá reorganização das escalas para manter o atendimento e garantiu que não haverá redução no número de ambulâncias em operação. Ainda segundo a prefeitura, a composição das equipes seguirá o que determina a Portaria nº 2.028/2002 do Ministério da Saúde, que prevê, para unidades de suporte básico, a presença de um técnico de enfermagem e um condutor.
Esse modelo, de acordo com o Executivo municipal, já é adotado em outras cidades brasileiras.
Apesar da justificativa, especialistas apontam que o contexto atual é diferente do período pós-pandemia, com aumento sazonal de doenças respiratórias, como gripe, bronquiolite e Covid-19, além da sobrecarga recorrente nas unidades de urgência em Belo Horizonte e região metropolitana.
Nos últimos anos, o Samu tem desempenhado papel central no atendimento de urgências clínicas, acidentes e transferências hospitalares, sendo considerado peça-chave para evitar agravamento de quadros e reduzir a pressão sobre hospitais.
Agora, com a possível redução de equipes, cresce a preocupação sobre o tempo de resposta das ambulâncias e a qualidade do atendimento prestado à população.
As entidades médicas informaram que estudam medidas para tentar reverter a decisão.
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