Um homem de 30 anos foi morto a tiros dentro da própria residência na madrugada do último sábado (18/04), na cidade de Salto da Divisa, no Vale do Jequitinhonha. De acordo com a Polícia Militar, os autores do crime se passaram por policiais para conseguir acesso ao imóvel, o que levanta alerta para um tipo de abordagem criminosa cada vez mais recorrente em regiões do interior.
Segundo o boletim de ocorrência, quatro homens armados, usando toucas para dificultar a identificação, bateram à porta da casa da vítima, no bairro Cansanção, alegando serem agentes de segurança. Ao abrir a porta, o morador foi surpreendido e alvejado com diversos disparos.
Mesmo ferido, o homem ainda tentou fugir para a rua, mas acabou caindo poucos metros à frente da residência. Quando os militares chegaram, ele já estava sem sinais vitais. A companheira da vítima, que presenciou o crime, permaneceu ao lado do corpo em estado de choque e precisou de atendimento médico, sendo encaminhada ao hospital local com sintomas de forte abalo emocional.
Suspeita de disputa entre facções
As primeiras investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado a disputas entre organizações criminosas. A vítima teria ligação com a facção “Tudo 2”, com atuação na Bahia, enquanto os suspeitos seriam integrantes de um grupo rival, conhecido como “Tudo 3”.
Casos como esse refletem um movimento observado pelas forças de segurança: a interiorização de conflitos entre facções, que antes se concentravam em grandes centros urbanos. Regiões como o Vale do Jequitinhonha, historicamente marcadas por vulnerabilidade social e menor presença estatal, têm se tornado rotas estratégicas e áreas de expansão dessas organizações.
Jovem é suspeita de facilitar execução
Uma jovem foi levada à delegacia após ser apontada pela companheira da vítima como possível colaboradora do crime. De acordo com o relato, ela teria repassado a localização do homem aos executores e retornado ao local após os disparos para confirmar a morte.
Ainda segundo a testemunha, horas antes do assassinato, a suspeita teria mencionado a presença de integrantes de uma facção rival na cidade e afirmado que “ocorreria morte”. A jovem negou envolvimento, mas prestou depoimento e segue sob investigação.
Investigação em andamento
A perícia técnica da Polícia Civil esteve no local para coleta de evidências, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
A polícia realiza rastreamento na região e busca por imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar os autores. O caso segue sendo investigado como execução premeditada, com indícios de envolvimento direto do crime organizado.
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