O deputado federal Evair Vieira de Melo (PL-ES) protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de investigação sobre a gestão dos Correios, citando “indícios alarmantes” de má administração e possíveis atos ilícitos. A estatal, que enfrenta um déficit superior a R$ 2 bilhões até setembro de 2024, poderá ter um prejuízo ainda maior do que o registrado em 2015, durante o governo Dilma Rousseff (PT), se a crise não for controlada.
Medidas de Contenção dos Correios
Para tentar enfrentar a grave crise financeira, os Correios adotaram diversas medidas de austeridade, incluindo:
- Teto de gastos de R$ 21,96 bilhões, anunciado em 11 de outubro.
- Suspensão temporária de contratações de terceirizados por 120 dias.
- Renegociação de contratos para redução de custos em pelo menos 10%.
Apesar dessas ações, a previsão de receita para 2024 foi reduzida de R$ 22,7 bilhões para R$ 20,1 bilhões, um crescimento de apenas 1,5% em relação ao ano anterior.
Acusações de Má Gestão
A gestão atual dos Correios, liderada por Fabiano Silva dos Santos, advogado indicado por um grupo aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribui a crise à “herança contábil problemática” deixada pela administração de Jair Bolsonaro (PL) entre 2019 e 2022. No entanto, a oposição questiona a eficácia das medidas adotadas e sugere que há irregularidades na administração dos recursos da estatal.
Impactos na Estatal
Além das dificuldades financeiras, os Correios enfrentam outros desafios:
- Dívida de R$ 7,6 bilhões com o fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, para cobrir parte do déficit previdenciário.
- Queda no volume de encomendas internacionais devido à “taxa das blusinhas”, que impõe uma cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
- Perda de R$ 1 bilhão devido à desistência de recorrer de ações trabalhistas.
Concurso Público Mantido
Apesar da crise, os Correios confirmaram a realização de um concurso público para a contratação de 3.511 funcionários, com salários entre R$ 2.429,26 e R$ 6.872,48. A estatal garantiu que as provas serão mantidas e que, até o momento, não houve demissões nem rompimento de contratos.
Pedido de Esclarecimentos
O deputado Evair Vieira de Melo enfatizou a urgência de esclarecer os motivos por trás do déficit bilionário e investigar as possíveis falhas na gestão:
“É necessário garantir que os recursos públicos estão sendo geridos com responsabilidade e transparência, evitando prejuízos ainda maiores”, afirmou o parlamentar.
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