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Inflação pesa mais para famílias pobres e amplia pressão sobre alimentos, remédios e conta de luz

Levantamento do Ipea mostra que inflação de abril foi quase quatro vezes maior para famílias de baixa renda

As famílias brasileiras de baixa renda sentiram com mais intensidade o impacto da inflação em abril de 2026. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação para os lares com renda muito baixa chegou a 0,92% no mês, enquanto para as famílias de renda alta a taxa foi de apenas 0,24%.

O índice enfrentado pelos mais pobres foi quase quatro vezes maior do que o registrado entre os consumidores de maior renda.

Alimentos, energia e medicamentos pressionaram orçamento

De acordo com o estudo, os principais responsáveis pela alta foram os preços de alimentos, medicamentos e energia elétrica — itens que têm peso maior no orçamento das famílias de menor renda.

O levantamento utiliza como base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país.

Segundo o Ipea, a diferença ocorre porque as famílias mais pobres concentram maior parte dos gastos em itens essenciais, enquanto consumidores de renda elevada possuem despesas mais diversificadas.

Conta de luz e alimentação ampliam impacto social

Entre os itens que mais pressionaram a inflação dos mais pobres estão alimentos básicos e tarifas de energia elétrica.

O avanço das contas de luz preocupa especialistas porque ocorre em meio a uma sequência de reajustes tarifários em distribuidoras de energia em diversos estados brasileiros.

Além disso, medicamentos e produtos farmacêuticos também tiveram peso relevante no orçamento das famílias de baixa renda durante abril.

Arrecadação federal bate recorde no mesmo período

Enquanto o custo de vida aumenta para grande parte da população, o governo federal registrou arrecadação recorde no mesmo período.

Dados divulgados pela Receita Federal mostram que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais somou R$ 278,8 bilhões em abril — o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.

No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação federal chegou a R$ 1,05 trilhão, com crescimento real de 5,41% na comparação com o mesmo período de 2025.

Petróleo, consumo e mercado de trabalho impulsionaram receitas

Segundo a Receita Federal, o resultado foi puxado principalmente pelo aumento da arrecadação previdenciária, crescimento do consumo e alta dos preços internacionais do petróleo.

A arrecadação ligada ao setor de petróleo e gás natural cresceu 541% apenas em abril, alcançando R$ 11,4 bilhões.

Também contribuíram para o avanço das receitas o aumento do recolhimento de tributos sobre aplicações financeiras, IOF e impostos pagos por empresas com maior lucro tributável.

Especialistas acompanham impacto social da inflação

Economistas avaliam que a inflação concentrada em itens essenciais tende a aprofundar desigualdades sociais, já que famílias de menor renda possuem menor capacidade de absorver aumentos em despesas básicas.

O comportamento dos preços dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis seguirá sendo monitorado nos próximos meses, especialmente diante das incertezas climáticas e do cenário internacional envolvendo petróleo e commodities.

Leia mais: Inflação pesa mais para famílias pobres e amplia pressão sobre alimentos, remédios e conta de luz

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