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Lula e Dilma concederam honrarias a ditadores e figuras corruptas, afirma colunista

A concessão da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a maior honraria do Brasil, a líderes controversos e figuras envolvidas em escândalos de corrupção e violações de direitos humanos, tem sido alvo de críticas. Em sua coluna, o jornalista Cláudio Humberto destaca as ações dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), que, segundo ele, usaram a condecoração para premiar figuras como o ditador sírio Bashar Al-Assad, o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, e a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, todas elas associadas a práticas reprováveis.

Lula, em particular, é criticado por ter condecorado Bashar Al-Assad, conhecido como o “carniceiro de Damasco”, com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Para Humberto, a homenagem ao líder sírio representa uma vergonha para a diplomacia brasileira, dado o histórico de Assad no conflito sírio e as alegações de crimes contra a humanidade. Além disso, o ex-presidente argentino Alberto Fernández, também envolvido em acusações de corrupção e agressão à ex-mulher, foi outro contemplado com a honraria de Lula.

Outro ponto levantado por Humberto é a concessão da mesma ordem a Nicolás Sarkozy, ex-presidente francês condenado por corrupção, e a Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, que também enfrentou condenações por corrupção. Dilma Rousseff teria feito a mesma escolha em 2015 ao condecorar Kirchner, destacando uma política externa que, para o colunista, parece ser mais voltada para a bajulação de líderes com passagens controversas do que para a promoção de valores democráticos.

Humberto também menciona o caso de Fernando Henrique Cardoso, que em 2001 concedeu a Ordem do Cruzeiro do Sul ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori, também condenado por corrupção. Embora o Senado tenha anulado a honraria em 2002, a condecoração a Assad, proposta pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), segue sem ser revogada, gerando ainda mais polêmica.

O uso das condecorações para prestigiar essas figuras, segundo o colunista, expõe a incoerência da diplomacia brasileira em sua relação com líderes internacionais, em muitos casos semeando controvérsia e associando o Brasil a regimes e indivíduos com histórico de abusos de poder e práticas corruptas.

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