A desaprovação ao desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 49,8%, superando pela primeira vez a aprovação desde o início de seu mandato, de acordo com dados da pesquisa AtlasIntel divulgados nesta sexta-feira (10). O levantamento, realizado em parceria com a Bloomberg, entrevistou 2.873 pessoas entre os dias 26 e 31 de dezembro de 2024, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
Dados preocupantes para o governo
A avaliação positiva de Lula (ótimo ou bom) caiu para 40,5%, uma redução de 2,3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em novembro. Por outro lado, 44,6% dos entrevistados classificaram o governo como péssimo, um aumento de 1,5 ponto percentual.
O instituto AtlasIntel apontou que, apesar de avanços em áreas como geração de empregos e combate à pobreza, aspectos econômicos críticos estão pesando contra o governo. Entre os fatores mais criticados pela população estão:
- Inflação alta: fechou 2024 com 4,83%, acima da meta de 4,5%.
- Equilíbrio fiscal: há dúvidas sobre a sustentabilidade dos gastos do governo.
- Carga tributária: a percepção de aumento nos impostos também contribui para a insatisfação.
Inflação e impacto na popularidade
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 4,83% em 2024, consolidando o estouro da meta inflacionária. Em dezembro, a inflação subiu 0,52%, pressionada por aumentos em alimentos e energia.
A situação econômica foi agravada pela publicação de um artigo do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendendo os gastos públicos e afirmando que “a inflação não voltou”. A declaração contrastou com os dados oficiais, aumentando as críticas de analistas e da população.
Desafios para 2025
A deterioração dos índices econômicos e a queda na popularidade colocam o governo em uma posição delicada no início de 2025. Apesar dos avanços em áreas sociais, o controle da inflação e o ajuste fiscal serão cruciais para reconquistar a confiança da população.
Especialistas destacam que o governo precisará priorizar medidas que gerem estabilidade econômica, conciliando investimentos estratégicos com uma política fiscal mais equilibrada. A capacidade de responder a essas demandas será fundamental para reverter o cenário atual e evitar maiores desgastes políticos.
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