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JBS lucra R$ 12,5 bi e deixa de pagar R$ 8,5 bi em impostos: renúncia fiscal da gigante da empresa pressiona contas públicas

Enquanto governo tenta conter déficit, JBS acumula isenções fiscais de R$ 8,5 bilhões — valor equivale a 70% do lucro do grupo

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Enquanto o governo federal trava uma corrida para aumentar a arrecadação e evitar cortes orçamentários, megacorporações seguem recebendo isenções bilionárias. Um dos principais exemplos é o conglomerado JBS, a maior produtora de proteína animal do mundo, que deixou de pagar R$ 8,5 bilhões em tributos federais entre janeiro de 2024 e maio de 2025.

A cifra diz respeito aos benefícios fiscais atribuídos a quatro dos CNPJs da empresa: JBS S/A, Seara Alimentos Ltda, Seara Comércio de Alimentos Ltda e JBS Aves Ltda, segundo informações da Receita Federal, divulgadas via o Painel Dirbi — plataforma criada para dar mais transparência à renúncia de receitas públicas.

💸 Isenções equivalem a 70% do lucro

A renúncia de R$ 8,5 bilhões se torna ainda mais expressiva quando comparada aos lucros declarados: em 2024, o grupo registrou R$ 9,6 bilhões em lucro líquido, e nos primeiros meses de 2025, mais R$ 2,9 bilhões — somando um total de R$ 12,5 bilhões em ganhos. Isso significa que quase 70% do lucro da multinacional foi favorecido por isenções tributárias.

🌾 “Mamata sem tamanho”, dizem especialistas

A disparidade acendeu críticas de especialistas e ambientalistas. O engenheiro-agrônomo e pesquisador Adalberto Floriano Greco Martins foi categórico ao classificar o caso como um símbolo de privilégios excessivos do agronegócio:

“O caso da JBS é uma mamata sem tamanho. Uma única empresa ganhou mais de R$ 5 bilhões em isenção. Isso é mais do que o orçamento do Ministério do Meio Ambiente. Esses marajás do campo são sustentados com o nosso dinheiro. E o pior: a gente ainda compra a ideia de que o agro é pop, é tech, é tudo”, disparou.

📊 Benefícios estão dentro da lei, mas pressionam orçamento

As isenções obtidas pela JBS estão amparadas legalmente, inseridas em programas que visam incentivar o crescimento da produção, exportações e competitividade do setor. No entanto, economistas e servidores públicos alertam para os impactos fiscais dessas renúncias, que corroem a base de arrecadação da União.

A Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades (Dirbi) — obrigatória desde 2023 — revelou que mais de R$ 450 bilhões em benefícios fiscais foram concedidos em 2024, o que tem levantado debates sobre a real efetividade e justiça tributária dessas políticas.


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