21.7 C
Belo Horizonte
InícioBrasil & MundoTrump rejeita convite de Maduro para diálogo em meio a cerco militar...

Trump rejeita convite de Maduro para diálogo em meio a cerco militar no Caribe

As relações entre Washington e Caracas atingiram um novo ponto de tensão nesta segunda-feira (22). A Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou o convite feito em carta pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para iniciar um diálogo direto entre os dois países.

Segundo a porta-voz Caroline Leavitt, a carta de Maduro — datada de 6 de setembro e divulgada no domingo pelo governo venezuelano — contém “muitas mentiras”, e a posição americana sobre a Venezuela “não mudou”.

“Trump demonstrou claramente que está disposto a usar todos os meios necessários para deter o tráfico ilegal de drogas proveniente do regime da Venezuela”, afirmou Leavitt.

Contexto do cerco militar

A rejeição ocorre em meio a um cerco naval liderado pelos EUA no mar do Caribe, iniciado há cerca de um mês, oficialmente para combater o narcotráfico. O Pentágono mobilizou oito navios de guerra e deslocou caças para Porto Rico. Caracas afirma que três lanchas que transportavam drogas foram destruídas por mísseis americanos.

Washington acusa Maduro de liderar o “Cartel de los Soles” e oferece US$ 50 milhões de recompensa por sua captura. Os EUA não reconhecem a reeleição do venezuelano, ocorrida em 2024, alegando fraude eleitoral.

Maduro, por sua vez, pede “preservar a paz com diálogo” e diz que as acusações de narcotráfico são “absolutamente falsas”. Segundo ele, a Venezuela está “livre da produção de drogas” e apenas 5% da cocaína fabricada na Colômbia passa por seu território.

Oposição venezuelana dividida

A maior parte da oposição apoiou a mobilização americana. O ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, exilado na Espanha, afirmou em vídeo enviado à ONU que o cerco “constitui uma medida necessária para desmantelar a estrutura criminosa” ligada ao regime.

A opositora María Corina Machado, na clandestinidade, também defendeu a pressão internacional. “Falta muito pouco para que recuperemos nossa soberania e a democracia. Estamos prontos para assumir as rédeas do novo governo”, disse.

No entanto, o ex-candidato Henrique Capriles declarou que não apoia intervenção militar dos EUA, evidenciando divisão no campo oposicionista.

Pressão internacional por direitos humanos

Paralelamente, a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela, criada pela ONU, divulgou novo relatório sobre violações de direitos humanos. O documento aponta intensificação da perseguição política no país, com “detenções em massa” em momentos de maior tensão, segundo a presidente da missão, Marta Valiñas.

Leia mais: Trump rejeita convite de Maduro para diálogo em meio a cerco militar no Caribe

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui