O assassinato da professora Soraya Tatiana Bomfim França, de 56 anos, continua a repercutir em Minas Gerais. Nessa segunda-feira (22), o Ministério Público do Estado (MPMG) apresentou denúncia formal contra Matteos França Campos, de 32 anos, filho da vítima, pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.
O caso, que chocou a comunidade escolar do Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte, segue agora para análise do 1º Tribunal do Júri da capital mineira. Segundo explicou o promotor Caio Augusto Bogus, do Tribunal do Júri, a denúncia precisa ser recebida pelo juiz responsável. “Esperamos que seja recebida. Depois haverá instrução processual, com oitiva das testemunhas de acusação e defesa, interrogatório do acusado e, ao final, será decidido se ele irá ou não a júri popular”, detalhou.
O MP também pediu a manutenção da prisão preventiva de Matteos e a fixação de um valor mínimo de reparação de danos em favor dos familiares da vítima.
Relembre o crime
Soraya Tatiana foi encontrada morta em 20 de julho deste ano, parcialmente coberta por um lençol, em um terreno em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela estava desaparecida desde a noite do dia 18. A Polícia Militar foi acionada por denúncia anônima e, no local, encontrou sinais de violência.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Matteos confessou ter matado a mãe por esganadura após uma discussão motivada por dívidas contraídas em apostas esportivas e empréstimos consignados.
Professora de História dos 7º e 9º anos desde 2017 no Colégio Santa Marcelina, Soraya era descrita como dedicada e querida por colegas e estudantes. A morte causou grande comoção entre a comunidade escolar e moradores de Belo Horizonte.
Próximos passos judiciais
Com a denúncia aceita, Matteos passará por uma instrução processual, fase em que serão ouvidas testemunhas e colhidas novas provas. Ao final, o juiz decidirá se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri — órgão competente para julgar crimes dolosos contra a vida.
Se condenado, ele poderá receber pena de prisão superior a 30 anos, considerando o agravante do feminicídio. Até lá, permanece detido preventivamente.
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