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64 MORTOS – Megaoperação no Rio de Janeiro deixa rastro de violência e é classificada como a maior da história fluminense, segundo o governo

Operação no Alemão deixa pelo menos 64 mortos em megaoperação no RJ. São 60 criminosos e 4 policiais, dois civis e dois do BOPE; essa é operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

A operação policial deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, foi classificada pelo governador Cláudio Castro (PL) como “a maior da história das forças de segurança do estado”. Batizada de Operação Contenção, a ofensiva mobilizou agentes das polícias Civil e Militar e teve como objetivo frear a expansão territorial da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que, segundo as autoridades, ampliava o domínio sobre áreas estratégicas da capital e de municípios vizinhos.

De acordo com o governo estadual, a ação visava cumprir 69 mandados de prisão em 180 endereços e contou com o apoio de veículos blindados, aeronaves e unidades especializadas como o Bope e a Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).

Confrontos intensos e uso de drones por criminosos

A operação foi marcada por confrontos intensos, explosões e cenas de destruição. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, criminosos utilizaram drones para lançar explosivos contra as forças policiais e também em direção à população, numa tentativa de conter o avanço das equipes nas favelas da Penha.

Barricadas de ferro, entulho e veículos incendiados foram erguidas nas principais vias de acesso, dificultando a entrada das forças de segurança. Relatos de moradores e vídeos compartilhados nas redes sociais mostram longos tiroteios e helicópteros sobrevoando áreas densamente povoadas.

Ação supera o massacre do Jacarezinho

A Operação Contenção já é considerada uma das mais letais e amplas da história do Rio. Ela supera em extensão e estrutura a operação realizada em maio de 2021 no Jacarezinho, que terminou com 28 mortos, incluindo um policial civil — o episódio mais violento até então no estado.

Com isso, três das quatro ações policiais mais violentas da história fluminense ocorreram sob o governo de Cláudio Castro, que tem defendido a política de enfrentamento direto ao crime organizado. O governador afirmou em coletiva que a ofensiva representa “um marco de coragem e integração entre as forças policiais do Rio de Janeiro”.

“Estamos enfrentando o crime com a força do Estado. Essa operação é fruto de mais de um ano de inteligência e investigação. O objetivo é tirar das ruas lideranças perigosas e garantir paz aos moradores”, declarou Castro.

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