A poucos dias da votação que decidirá o futuro de Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula intensificou a liberação de recursos de emendas parlamentares em uma tentativa de reduzir resistências no Senado. Segundo dados oficiais compilados por técnicos do Congresso, R$ 807 milhões foram liberados após o anúncio do nome do atual advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber.
Do total, 22,9% desse montante beneficiou diretamente as bancadas do Maranhão e do Amapá — regiões de influência do senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos principais articuladores da oposição à escolha de Messias nos bastidores.
Além disso, 86,57% das liberações foram destinadas a emendas de bancada e de comissões — modalidades sem indicação individual, que cresceram desde o fim das emendas de relator e hoje são tratadas por parlamentares como uma forma renovada do chamado “orçamento secreto”.
Resistência e tensão no Senado
Para assumir a cadeira no STF, Messias precisará de 41 votos. A prévia das articulações, porém, indica forte rejeição ao nome do advogado-geral da União, especialmente por parlamentares que alegam desconforto com o “perfil político” do indicado, visto como muito alinhado ao presidente Lula e ao PT.
Senadores da oposição e parte do centro consideram que Messias assumiu postura “militante” à frente da AGU e demonstram desconforto com o que chamam de “ingerência” do governo na pauta da Casa.
Votação marcada e estratégia de adiamento
A sessão no Senado está marcada para 10 de dezembro, mas o próprio Palácio do Planalto ainda segura o envio formal da indicação — uma manobra regimental que permite ganhar tempo, reorganizar apoios e avaliar o impacto das liberações de recursos.
Interlocutores do governo admitem que a articulação política tem enfrentado resistência incomum, e alguns senadores já se manifestaram publicamente contra Messias, sugerindo que o Planalto pode enfrentar a votação mais delicada desde o início do mandato.
Cenário em aberto
Apesar da pressão política, o governo defende que as liberações seguem a execução normal do Orçamento e negam qualquer relação direta com a votação. Ainda assim, líderes no Senado veem o movimento como parte de uma ofensiva para destravar votos e reduzir o desgaste de um possível revés.
A disputa por apoios continua intensa, e a próxima semana será decisiva para saber se Messias conseguirá consolidar uma maioria ou se o Planalto enfrentará sua primeira grande derrota na composição do STF.
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