Gerson Palermo, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Conhecido pelo apelido de “Pigmeu”, ele estava foragido da Justiça brasileira desde 2020.
A prisão ocorreu durante uma operação da Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, com apoio da Polícia Federal brasileira, dentro de ações de combate ao tráfico internacional de drogas e ao crime organizado.
Segundo as autoridades, Palermo deverá passar por procedimentos de expulsão ou extradição para ser encaminhado ao Brasil, onde possui condenações que somam quase 126 anos de prisão.
Histórico criminal inclui sequestro de avião
Gerson Palermo ficou nacionalmente conhecido por participação no sequestro de um Boeing 737 da antiga companhia aérea Vasp, em 2000.
Na ocasião, criminosos desviaram a aeronave após a decolagem e obrigaram o piloto a pousar no Paraná. O grupo roubou malotes com valores milionários transportados no avião.
Além desse caso, Palermo também é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, organização criminosa e outros crimes atribuídos ao PCC.
Investigação cita suspeita de venda de habeas corpus
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, Palermo teria deixado o sistema prisional federal em abril de 2020 após conseguir um habeas corpus concedido pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
O magistrado é investigado em apurações relacionadas à suspeita de venda de decisões judiciais. A defesa do desembargador nega irregularidades.
Até o momento, a defesa de Gerson Palermo não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.
Cooperação internacional no combate ao crime organizado
A captura de Palermo acontece em meio ao fortalecimento da cooperação entre forças de segurança da América do Sul para combater facções criminosas envolvidas em tráfico internacional, lavagem de dinheiro e crimes transnacionais.
Autoridades brasileiras apontam que integrantes do PCC vêm utilizando países vizinhos, especialmente Bolívia e Paraguai, como rotas estratégicas para logística do tráfico de drogas e fuga de criminosos procurados pela Justiça.
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