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Brasil enfrenta déficits fiscais crescentes: FMI projeta trajetória preocupante para a economia até 2026 

O relatório do FMI também alerta que o novo arcabouço fiscal brasileiro não será suficiente para estabilizar a dívida do país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou em seu relatório Monitor Fiscal, nesta semana, projeções que indicam um cenário desafiador para as finanças do Brasil nos próximos anos. De acordo com o FMI, o país enfrentará um déficit primário de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 e de 0,3% em 2025, números mais desfavoráveis do que as estimativas anteriores.

Essas novas previsões indicam que o governo brasileiro não conseguirá atingir o superávit prometido. A instituição projeta que o país só alcançará um déficit zero em 2026, último ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A partir de 2027, segundo o FMI, o Brasil voltaria a ter superávit, com uma estimativa de 0,4% do PIB.

As projeções mais pessimistas do FMI surgem após o governo Lula anunciar metas fiscais menos ambiciosas. A meta de superávit para 2025 foi reduzida de 0,5% do PIB para zero, enquanto para 2026 caiu de 1% para 0,25%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou a importância de uma revisão na trajetória da dívida pelo FMI, destacando que o esforço do governo está diretamente relacionado a esse indicador.

O relatório do FMI também alerta que o novo arcabouço fiscal brasileiro não será suficiente para estabilizar a dívida do país, que deve continuar a crescer nos próximos anos. A dívida pública bruta, segundo o Fundo, alcançará 86,7% do PIB em 2024 e continuará em expansão, atingindo 90,9% do PIB em 2026.

Fernando Haddad destacou que a melhoria nas projeções da dívida pelo FMI é crucial, pois também reflete positivamente na avaliação interna do Brasil sobre a trajetória da dívida. As declarações do ministro foram feitas durante as reuniões de Primavera do FMI em Washington DC, onde foi discutido o panorama econômico global.

 


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