O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou a liberação de emendas parlamentares durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) — especialmente na semana das condenações. Desde o início do julgamento, já foram pagos R$ 3,2 bilhões em emendas, segundo levantamento do portal Metrópoles com base em dados do sistema de Transparência do governo federal.
A estratégia tem como objetivo fortalecer a articulação do Palácio do Planalto e conter a adesão do Centrão à proposta de anistia dos condenados por tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
O pico na terça-feira, 9 de setembro
Somente na terça-feira (9/9) — dia em que o STF retomou a votação — o governo liberou R$ 2,3 bilhões, maior volume diário de repasses de 2025. É também o 9º maior valor nominal da série histórica, desconsiderando a inflação. O recorde absoluto foi em 13 de dezembro de 2024, com R$ 5,8 bilhões pagos num único dia.
De acordo com analistas políticos ouvidos pela imprensa, essa aceleração coincide com a fase mais sensível do julgamento e reflete uma tentativa de consolidar apoio no Congresso para enterrar a anistia a Bolsonaro.
Perfil dos repasses
Dos R$ 3,2 bilhões pagos nas duas semanas de julgamento:
- R$ 2,9 bilhões (91,3%) são emendas individuais, aquelas que mais rendem retorno eleitoral e político aos parlamentares;
- R$ 142 milhões (4,3%) são emendas de bancadas estaduais;
- R$ 80,8 milhões (2,4%) vieram de comissões temáticas;
- R$ 60,2 milhões (1,85%) são do relator do Orçamento, rubrica remanescente do antigo e do novo “orçamento secreto”.
Cenário no Congresso
Nos últimos dias, cresceu o temor no governo de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), possa colocar em votação a proposta de anistia. Uma ala do Centrão apoia a medida junto à oposição, enquanto outra defende votá-la para derrotá-la de vez. O Palácio do Planalto trabalha para ampliar esse segundo grupo e garantir que a proposta seja rejeitada no plenário.
A intensificação das emendas parlamentares ocorre num ano de liberação a conta-gotas dos recursos. O movimento atual, portanto, chama atenção pelo volume e pelo momento político delicado, reforçando o papel do “orçamento de emendas” como instrumento de barganha na relação entre Executivo e Legislativo.
Leia mais: OFENSIVA CONTRA ANISTIA – Governo Lula acelera liberação de emendas e paga R$ 3,2 bi durante julgamento de Bolsonaro no STFAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




