Após a demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa desligou sumariamente cerca de 30 funcionários em cargos de confiança, numa ação considerada inédita na estatal. A velocidade com que os desligamentos foram feitos chamou a atenção, indicando uma clara intenção de não manter pessoas ligadas a Prates nos quadros da empresa.
Embora os desligamentos sejam comuns, a rapidez com que ocorreram foi destacada. Segundo fontes internas, a ideia seria evitar qualquer vínculo com Prates na Petrobras o mais rápido possível. O Ministério de Minas e Energia (MME) negou influência sobre as demissões em nota.
A série de desligamentos começou com o diretor financeiro, Sérgio Caetano Leite, e o gerente executivo de Relações Institucionais, João Paulo Madruga, atingindo também funcionários da mesma gerência e assessores de Prates.
Os desligamentos ocorreram tanto por destituições quanto por não renovação de contratos. A gestão interina, assumida por Clarice Coppetti, também demitiu funcionários ligados a Prates ao não renovar seus contratos.
Magda Chambriard assumirá a presidência imediatamente após eleição e nomeação pelo Conselho, sem necessidade de assembleia de acionistas. Este movimento sugere a intenção de “terreno limpo” para a nova presidente.
Essa mudança evidencia a tensa relação entre Prates e o MME, principalmente com o presidente do Conselho de Administração, Pietro Mendes. A relação entre Prates e Mendes era marcada por confrontos, com ambos os lados articulando pela queda do presidente da estatal.
O MME reiterou não ter gerência sobre nomeações ou demissões na Petrobras, enfatizando ser responsabilidade exclusiva da governança da empresa.




