O Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, teve seu bloco cirúrgico fechado por tempo indeterminado, após o governo de Minas Gerais alegar que os equipamentos estavam em manutenção. A decisão resultou na transferência das 200 cirurgias mensais realizadas pelo HMAL para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, já sobrecarregado com mais de mil atendimentos de urgência e emergência por mês. Com essa medida, o João XXIII não apenas aumentou sua carga de trabalho, mas também assumiu a responsabilidade de procedimentos eletivos de baixa complexidade, como ortopedia e cirurgias bucomaxilofaciais, que antes eram realizados no HMAL.
Servidores do HMAL denunciam a situação, afirmando que pacientes estão aguardando até duas semanas por cirurgias, o que agrava os quadros de saúde e aumenta o risco de complicações. A sobrecarga também está afetando a capacidade do João XXIII de atender a desastres e situações emergenciais de grande porte, como acidentes com múltiplas vítimas, pois os recursos estão sendo direcionados para atender à demanda extra de cirurgias.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) já foi notificada sobre o fechamento do bloco e solicitou uma apuração urgente da situação, com o objetivo de evitar um colapso na rede pública de saúde. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), por sua vez, afirmou que a transferência de cirurgias para o João XXIII não causou prejuízos aos pacientes e que o atendimento continuará sendo realizado com qualidade.
A falta de respostas detalhadas sobre a manutenção dos equipamentos e a justificativa para o fechamento prolongado do bloco geram apreensão entre os servidores e a população. A ALMG está organizando uma audiência pública para discutir a situação e cobrar ações imediatas do governo estadual.
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