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Minas Gerais confirma 11ª morte no período chuvoso após cabeça d’água na Serra do Cipó

A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou, em boletim divulgado nesta segunda-feira (24), a 11ª morte relacionada ao período chuvoso 2025/2026 no estado. A vítima é um homem de 35 anos, natural de Belo Horizonte, que morreu após ser atingido por uma cabeça d’água enquanto praticava rapel na região da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, na Região Central.

O acidente ocorreu no sábado (21), na Cachoeira do Batista. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o aumento repentino do volume de água surpreendeu praticantes de esportes de aventura. O homem foi arrastado pela correnteza, caiu entre pedras e foi encontrado já sem vida pelas equipes de resgate.

Número de vítimas sobe para 11

Com a confirmação, Minas Gerais soma 11 mortes associadas às chuvas desde o início do período chuvoso, que tradicionalmente se estende entre outubro e março.

De acordo com a Defesa Civil, os óbitos anteriores estavam ligados principalmente a deslizamentos de terra, soterramentos e enxurradas provocadas por temporais intensos em diversas regiões do estado.

Mais de 5 mil desalojados

O boletim mais recente aponta que 610 pessoas estão desabrigadas — quando há necessidade de acolhimento em abrigos públicos — e mais de 5 mil estão desalojadas, ou seja, foram para casas de amigos ou parentes após danos em suas residências.

As autoridades seguem monitorando áreas de risco, especialmente em municípios com histórico de deslizamentos e enchentes. A orientação é que moradores fiquem atentos a sinais como rachaduras em paredes, inclinação de árvores e postes, além de elevação rápida do nível de córregos e rios.

Risco de cabeça d’água exige atenção redobrada

A chamada “cabeça d’água” é um fenômeno comum em regiões de cachoeiras e cânions durante o período chuvoso. Ela ocorre quando há chuva intensa na cabeceira do rio, mesmo que o tempo esteja firme no local onde as pessoas se encontram, provocando aumento súbito e violento do volume de água.

Especialistas alertam que praticantes de trilhas, rapel e banhistas devem sempre consultar a previsão do tempo para toda a bacia hidrográfica da região e observar mudanças bruscas na coloração da água ou aumento repentino da correnteza.

A Defesa Civil reforça que, em situações de emergência, a população deve acionar o telefone 199. O Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo 193.

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