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Denúncias contra desembargador do TJMG se ampliam após decisão polêmica; ex-aluna e ex-servidoras relatam abusos

Até o momento, não há informação pública sobre eventual abertura de procedimento disciplinar ou investigação formal no âmbito do Judiciário mineiro.

As acusações contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ganharam novos desdobramentos após relatos de ex-funcionárias e uma ex-aluna que afirmam ter sido vítimas de abuso.

O caso ganhou repercussão depois que o magistrado participou de decisão que absolveu um homem condenado por estuprar uma adolescente de 12 anos. A visibilidade do julgamento teria encorajado outras pessoas a tornarem públicos relatos envolvendo o próprio desembargador.


Relato de ex-aluna e estagiária

Uma das denunciantes afirmou, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibido neste domingo (1º), que foi beijada à força durante um almoço quando era aluna do magistrado na faculdade e estagiária.

“Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida, sem saber o que fazer. Aquilo me marcou profundamente. Eu não voltei mais para o estágio”, relatou, sob condição de anonimato.

Outra mulher afirmou que sofreu agressões em 2009 dentro do gabinete do juiz, à época na comarca de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo ela, houve toques forçados e tentativas insistentes de beijo.

“Na época, eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? O poder é dele. Seria a minha palavra contra a dele”, disse.


Outros relatos apontam padrão de conduta

De acordo com a reportagem exibida na TV, outros testemunhos anônimos reforçam o padrão das acusações. Uma das mulheres afirmou que o magistrado teria conduzido sua mão até o órgão genital dele. Outra declarou ter recebido beijo sem consentimento.

As denunciantes afirmam que o silêncio ao longo dos anos foi motivado pela posição de autoridade ocupada pelo magistrado.

“O silêncio, a relativização, a indiferença também são formas de violência. Então, é por isso que nós não podemos mais nos calar”, afirmou uma das vítimas.


TJMG informa que magistrado não irá se manifestar

Procurado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou, na última quarta-feira (25), que o desembargador não irá se manifestar sobre as acusações.

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