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Samba se despede de Adriana Araújo: velório será nesta terça (3) na Região Noroeste de BH

A despedida desta terça-feira promete reunir representantes do samba, moradores da Pedreira Prado Lopes e admiradores que acompanharam sua trajetória artística na capital.

Belo Horizonte se despede, nesta terça-feira (3), de uma das principais vozes do samba regional. O velório da cantora Adriana Araújo será realizado das 10h às 12h, na quadra da Escola de Samba Unidos dos Guaranis, no bairro São Cristóvão, na Região Noroeste da capital.

O sepultamento será restrito aos familiares. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a família informou que o momento aberto ao público foi organizado para que fãs, amigos e moradores da comunidade possam prestar as últimas homenagens “à nossa Rainha, onde ela cresceu, na PPL”.

Internação após aneurisma

A artista morreu nesta segunda-feira (2), no Hospital Odilon Behrens. Ela estava internada desde o último sábado (28), após passar mal em casa e desmaiar. Inicialmente, Adriana foi socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, transferida para o hospital, onde exames confirmaram um aneurisma cerebral.

A morte foi comunicada pelas redes sociais da cantora. Na nota, familiares destacaram que Adriana foi “muito mais do que uma grande voz do samba”, ressaltando sua generosidade, alegria e o carinho com o público.

A sambista deixa o filho, Daniel, e o marido, o músico Evaldo.

Trajetória marcada pela raiz e ancestralidade

Nascida em 1976 na Pedreira Prado Lopes (PPL), comunidade tradicional da Região Noroeste de Belo Horizonte, Adriana Araújo construiu uma trajetória sólida no samba mineiro.

Mulher negra, mãe, cantora e compositora, iniciou sua formação artística ainda na infância, participando de oficinas gratuitas de dança afro na própria comunidade. Também fez oficinas de teatro promovidas pela Prefeitura de Belo Horizonte e estudou técnica vocal, consolidando sua base artística.

Antes da carreira solo, integrou o grupo Simplicidade Samba ao lado de Evaldo Araújo, tornando-se presença marcante nas tradicionais rodas realizadas aos domingos no Bar do Cacá, no bairro São Paulo, na Região Nordeste da capital.

Em 2020, deu início ao trabalho solo. No ano seguinte, lançou o álbum Minha Verdade, seu primeiro disco autoral, reunindo composições próprias e parcerias. O repertório abordava temas como ancestralidade, amor, negritude e vivências enquanto mulher negra no universo do samba.

Ao longo da carreira, dividiu palco com nomes consagrados do gênero, entre eles Leci Brandão, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindinho e Jorge Aragão.

Com mais de 65 mil seguidores nas redes sociais, Adriana era reconhecida pelo carisma, humildade e presença de palco marcante, características que ajudaram a consolidar seu nome como um dos grandes expoentes do samba em Minas Gerais.

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