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Quebra de patente pode reduzir preço de “canetas emagrecedoras” enquanto obesidade avança em Minas

Com a demanda em alta e o avanço da obesidade no país, o tema deve continuar no centro do debate entre autoridades de saúde, indústria farmacêutica e população.

A recente quebra de patente da semaglutida no Brasil pode baratear em até 30% os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, ampliando o acesso ao tratamento de doenças como obesidade e diabetes tipo 2. Ao mesmo tempo, autoridades de saúde e segurança fazem alertas sobre o crescimento do uso irregular dessas substâncias, especialmente em Minas Gerais.

Os medicamentos à base de semaglutida, como o Ozempic, e de tirzepatida, como o Mounjaro, atuam imitando o hormônio GLP-1, liberado pelo intestino após a alimentação. Esse mecanismo aumenta a sensação de saciedade e reduz o apetite, sendo inicialmente indicado para diabetes tipo 2, mas hoje também utilizado no tratamento da obesidade.

Com o fim da exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk sobre a semaglutida, laboratórios brasileiros já se movimentam para produzir versões biossimilares, o que deve pressionar os preços para baixo nos próximos meses.

Obesidade em alta no estado

O cenário preocupa. Em Minas Gerais, mais de três em cada dez adultos são obesos. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam que a taxa subiu de 30,6% em 2020 para 34,2% em 2025.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é uma doença crônica associada a uma série de complicações, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos.

Riscos da busca por alternativas ilegais

Apesar da possível redução de preços, o alto custo ainda impulsiona um mercado clandestino perigoso. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga casos de manipulação e venda ilegal dessas substâncias, incluindo o chamado “fracionamento caseiro”, prática em que doses são divididas sem controle sanitário.

Um dos casos recentes ocorreu em Santa Luzia, onde uma mulher foi presa após confessar que aprendia a manipular e vender medicamentos por meio de tutoriais em redes sociais.

Outras operações também foram realizadas, como ações em Belo Horizonte e Montes Claros, visando combater a comercialização de produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Segundo a polícia, a venda, importação ou distribuição de medicamentos sem autorização pode configurar crimes como contrabando e infrações contra a saúde pública.

Uso exige acompanhamento médico

Especialistas reforçam que, apesar da eficácia, esses medicamentos não devem ser usados sem orientação profissional. O tratamento exige acompanhamento médico, além de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.

O uso indiscriminado ou apenas com finalidade estética também é alvo de críticas. Para endocrinologistas, a popularização do termo “caneta emagrecedora” pode minimizar a complexidade do tratamento, que deve ser indicado em casos específicos e com critérios clínicos bem definidos.

Tendência no setor

A quebra de patente pode marcar uma nova fase no acesso a terapias modernas para obesidade no Brasil, ao mesmo tempo em que reforça desafios como a regulação, a segurança sanitária e o combate ao mercado ilegal.

Leia mais: Quebra de patente pode reduzir preço de “canetas emagrecedoras” enquanto obesidade avança em Minas

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