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Alta de doenças respiratórias lota hospitais infantis em BH e reduz vagas pediátricas na rede particular

Crescimento de casos de bronquiolite, gripe e vírus respiratórios pressiona atendimento infantil em Belo Horizonte

O aumento expressivo de doenças respiratórias em Belo Horizonte tem provocado superlotação em hospitais pediátricos e reduzido drasticamente a disponibilidade de leitos infantis na rede particular da capital mineira. Unidades de saúde relatam ocupação próxima do limite, principalmente em enfermarias e UTIs pediátricas.

De acordo com hospitais particulares de BH, o crescimento dos atendimentos está ligado ao avanço de vírus respiratórios típicos do outono e inverno, período marcado pelo aumento de circulação de influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e Covid-19. Crianças pequenas e bebês estão entre os mais afetados.

No Hospital Mater Dei, por exemplo, a taxa de ocupação dos leitos pediátricos chegou a níveis considerados críticos nos últimos dias. A instituição informou que precisou reorganizar fluxos internos para ampliar a capacidade de atendimento infantil.

Crianças pequenas são as mais vulneráveis

Especialistas alertam que bebês e crianças menores de cinco anos apresentam maior risco de agravamento de quadros respiratórios, especialmente em casos de bronquiolite e infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). (gov.br)

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • febre;
  • tosse persistente;
  • coriza;
  • dificuldade para respirar;
  • chiado no peito;
  • queda de saturação.

Pediatras orientam que pais e responsáveis procurem atendimento médico imediato em casos de cansaço excessivo, dificuldade respiratória ou sinais de desidratação.

Segundo médicos da capital, muitos pacientes chegam às emergências já com necessidade de suporte de oxigênio, o que aumenta a pressão sobre os leitos disponíveis.

Frio e baixa vacinação agravam cenário

A chegada das temperaturas mais baixas em Belo Horizonte contribuiu para o aumento da circulação viral. Nos últimos dias, a capital mineira registrou uma das semanas mais frias do ano, com sensação térmica negativa em cidades da Região Metropolitana.

Especialistas também demonstram preocupação com a baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta entre crianças, idosos e gestantes.

A vacina contra influenza é considerada uma das principais formas de prevenção contra complicações respiratórias durante o período de maior circulação de vírus.

Hospitais ampliam protocolos e monitoramento

Diante do aumento da demanda, hospitais da capital reforçaram protocolos internos para agilizar triagens, reorganizar escalas médicas e ampliar o monitoramento dos casos respiratórios.

Algumas unidades também passaram a restringir visitas em setores pediátricos para reduzir o risco de transmissão viral dentro dos hospitais.

Na rede pública, a Prefeitura de Belo Horizonte monitora o crescimento dos atendimentos relacionados a síndromes respiratórias e avalia estratégias para evitar colapso no sistema de saúde durante o inverno.

Médicos orientam prevenção dentro de casa

Pediatras reforçam que medidas simples ajudam a reduzir a transmissão de doenças respiratórias entre crianças.

As principais recomendações incluem:

  • manter vacinação em dia;
  • higienizar as mãos frequentemente;
  • evitar locais fechados e aglomerações;
  • manter ambientes ventilados;
  • evitar contato de bebês com pessoas gripadas;
  • não compartilhar objetos pessoais.

Especialistas alertam que o pico das doenças respiratórias pode se intensificar nas próximas semanas, acompanhando o avanço do inverno em Minas Gerais.

Pressão sobre sistema de saúde preocupa especialistas

O crescimento simultâneo de casos de gripe, bronquiolite e Covid-19 acende alerta sobre a capacidade de atendimento pediátrico em Belo Horizonte. Profissionais da área avaliam que o sistema de saúde vive um dos períodos mais críticos desde o pós-pandemia no atendimento infantil respiratório.

A preocupação maior envolve crianças com doenças crônicas, prematuridade ou baixa imunidade, consideradas mais suscetíveis a complicações graves.

Leia mais: Alta de doenças respiratórias lota hospitais infantis em BH e reduz vagas pediátricas na rede particular

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