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Redes sociais ameaçam a saúde mental dos brasileiros  

O Brasil tem o maior Tempo de Tela – TDT – do mundo. Quer dizer, a população em geral passa mais tempo diário nas telas da Internet que o resto do globo. Isso tem trazido perceptíveis problemas à saúde mental da população do nosso país. E mais: é cada vez mais popular o movimento de se afastar ou “dar um tempo” das redes sociais, são muitos os testemunhos de usuários declarando que elas têm lhes feito mal e não sabem como agir diante disso. Estamos descobrindo, de maneira cada vez mais incisiva, “o lado feio da tecnologia”, principalmente por excesso de uso. O mundo e a vida estão além das telas, esse simulacro de vidas e opiniões editadas.
Mesmo muitas celebridades nacionais têm utilizado menos as redes sociais. Algumas, alegam o propósito de aproveitar mais a vida e preservar a saúde mental. Outras, sem justificar, simplesmente estão se expondo menos e dedicando menos tempo às telas. Ainda há quem nem tenha perfis oficiais nas redes sociais.
Fato é que a “invasão” das redes sociais é um fenômeno típico do Brasil, visto que na maioria dos países de Primeiro Mundo, por exemplo, não é comum que uma pessoa seja tão ativa nas redes sociais, mesmo os famosos. E mesmo nos Estados Unidos. Muitas estrelas evitam as redes sociais, preservando-se de desgastes, inveja, ódio, fofocas, superexposição etc.
Em contrapartida, as redes sociais têm sido muito utilizadas para promover profissionais e seu trabalho. Em especial quem trabalha com exposição ao público, como artistas, escritores, palestrantes, coachings, políticos etc. Seria impossível não recorrer à tecnologia das redes nesses casos, ao menos no Brasil, em que tantas celebridades (e sub-celebridades) são criadas exatamente nas redes sociais, ganhando fama por sua atuação nas telas. Aqui, vale muito o engajamento e a superexposição para ganhar seguidores que não são apenas números, mas admiradores e índices de sucesso profissional.
Quem perde, muitas e muitas vezes, é a saúde mental: ansiedade, depressão, hiperatividade, até mesmo pensamentos suicidas. Há muitos juízes e militantes nas telas, não sejamos eles. Como “antídoto”, eu aconselharia a evitar mostrar excessivamente a vida pessoal (apesar de ser moda e atrair likes e engajamento), ou editar equilibradamente o que expor na esfera pessoal. Estamos vendo que os “haters”, invejosos e despertadores deliberados de inveja, ou adeptos do ódio ou “ódio do bem” se propagam cada vez mais no palco das telas. Devemos nos preservar e a quem amamos. O termômetro são nosso bem-estar, profissionalismo e segurança pessoal.
Todos nós temos um limite. Todos nós precisamos equilibrar as vidas online e offline. Devemos perceber que aquilo que realmente importa não é o que é “pinçado” para se oferecer às telas, nem quem vê essas edições, nem em que quantidade. O principal é o que sentimos, vivemos e aprendemos em nossos relacionamentos mais próximos, íntimos, em geral não-virtuais. Nossa felicidade, nossos sonhos, nosso amor-próprio. Apesar do fato de que há belos relacionamentos, amizades e amores, que surgiram nas redes sociais e passaram para o “real”. Infelizmente, mais frequentes são os perigos e a hostilidade online.
Então, pense: quanto tempo você dedica às redes sociais no dia a dia? Quantas coisas importantes tem deixado de fazer pelas telas? Quantas vezes já se estressou e sofreu com ataques, inclusive de ódio infundado, julgamentos e fofocas por causa das redes sociais? Quantas vezes lhe atacaram, por causa de sua presença no mundo virtual, a ansiedade, depressão ou até impulsos suicidas? E ficar se comparando com o alheio o tempo inteiro. E o medo concomitante de ficar longe dessas redes emaranhadas de fantasias, hipocrisia e ilusões. E mais: quantas vezes você mesmo foi tóxico sob a proteção de uma tela? Vale a pena refletir, sempre que possível.
Escolha bem onde, o que e com quem compartilhar nas redes sociais. Não deixe de saber quem você é de verdade, para além das telinhas editáveis, das opiniões rasas e haters online. Não pare tanto para tirar fotos, selfies, filmar e dizer que está vivendo. Viva. Faça. Seja. Essa deve ser nossa prioridade. Árvores de plástico não são árvores, uma imagem não é um momento, nem mesmo um vídeo uma realidade absoluta. São recortes.

Vale a pena mergulhar tão fundo nas redes, só para saciar o ego e entrar em disputas de ego? Utilize-as para o seu bem, aprendizado, troca de informações, crescimento profissional e passatempo. Não devem ser um ponto de morada, mas de passagem eventual, se são inevitáveis na Era Digital.<

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