O encerramento da janela partidária nesta sexta-feira (3) provocou uma reconfiguração expressiva no cenário político de Minas Gerais, redesenhando forças tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O período, que permitiu a troca de partidos sem perda de mandato, consolidou movimentos estratégicos voltados às eleições de 2026 e fortaleceu grandes siglas no estado.
Na bancada mineira em Brasília, o Partido Liberal (PL) saiu como principal vencedor. A legenda ampliou sua representação de 10 para pelo menos 14 deputados federais, assumindo a liderança isolada entre os parlamentares de Minas. O crescimento reforça a influência do partido nas articulações nacionais, especialmente em um momento de reorganização política pré-eleitoral.
Entre os novos nomes que passam a integrar a sigla estão Greyce Elias, Delegada Ione, Dr. Frederico e Lafayette Andrada, consolidando a expansão da base liberal no estado. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) manteve seus 10 deputados federais, mas perdeu o posto de liderança compartilhada que dividia anteriormente.
Outras legendas também registraram avanços na Câmara. O PSD passou de cinco para seis parlamentares, o União Brasil saltou de três para cinco e o Progressistas ampliou de três para quatro cadeiras. O PSOL passou a contar com dois deputados, com a filiação de Duda Salabert, enquanto a Rede Sustentabilidade estreou com André Janones.
Por outro lado, partidos tradicionais sofreram forte encolhimento. O Avante caiu de cinco para um deputado, o PRD reduziu de três para um, o Solidariedade perdeu toda a sua bancada mineira e o PDT também registrou queda.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o cenário também mudou significativamente. PSD e PT assumiram protagonismo, com 14 deputados estaduais cada, tornando-se as maiores bancadas da Casa. O PSD cresceu de 11 para 14 parlamentares, enquanto o PT avançou de 12 para o mesmo número.
O PL aparece na sequência, com 12 deputados, consolidando-se como a terceira maior força. Já o União Brasil teve um dos maiores crescimentos proporcionais, saltando de três para sete cadeiras.
Entre as movimentações mais relevantes, destacam-se a saída de João Magalhães do MDB para o PSD, a migração de Bela Gonçalves do PSOL para o PT e a ida de Grego da Fundação, que deixou o Mobiliza para reforçar o União Brasil.
O novo arranjo também resultou no desaparecimento de algumas siglas na ALMG. PSOL e Mobiliza deixaram de ter representação, enquanto partidos como MDB, PRD e Rede ficaram com apenas um parlamentar cada.
No cenário nacional, o PL também consolidou sua força ao encerrar a janela partidária como a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 97 parlamentares. A posição amplia o poder de influência do partido nas decisões legislativas, incluindo definição de pautas, negociações com o governo federal e disputa por cargos estratégicos.
“Minas entra em um novo ciclo político com forças mais concentradas.”
“A disputa por 2026 já começou nos bastidores.”
A reconfiguração partidária evidencia uma estratégia clara: ampliar capilaridade eleitoral, garantir maior tempo de televisão e fortalecer alianças regionais. Em Minas Gerais, estado considerado decisivo em eleições nacionais, o novo equilíbrio de forças aponta para uma disputa mais polarizada e competitiva nos próximos anos.
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