Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que crimes contra a dignidade sexual vitimaram, em média, 633 crianças e adolescentes por mês em Minas Gerais em 2024. Entre janeiro e setembro, foram 5.699 vítimas de 0 a 17 anos, uma leve redução de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 5.875 ocorrências. Especialistas, no entanto, alertam que a subnotificação dificulta o diagnóstico completo desse quadro preocupante.
Para intensificar o combate a esses crimes, foi lançada nesta quarta-feira (6) a operação nacional Hagnos, que ocorrerá durante todo o mês de novembro. Em Belo Horizonte, um dos detidos é primo do “Maníaco de Contagem”, suspeito de violência física, moral e psicológica contra sua filha, além de integrar uma facção de tráfico de drogas na região Oeste da cidade.
Os crimes contra a dignidade sexual estão definidos pela Lei nº 12.015/2009 e abrangem estupro, assédio sexual, exploração sexual e tráfico para fins de exploração sexual. O especialista em segurança pública Jorge Tassi destaca que tais crimes geralmente envolvem pessoas próximas às vítimas, como familiares ou indivíduos que detêm a confiança das crianças e adolescentes. “Muitas vezes, é um pai, avô, tio, ou até um funcionário da escola que, em vez de proteger, abusa da confiança depositada”, aponta.
Para Tassi, o diálogo familiar é essencial para fortalecer a capacidade das crianças em identificar e reagir a essas situações. “É preciso conversar, ensinar que ninguém tem permissão para tocar em seu corpo. Esse tipo de conversa instrumentaliza a criança para buscar ajuda caso se sinta ameaçada”, explica.
A falta de denúncia também agrava o problema. Em muitos casos, a vítima sente vergonha ou se cala, especialmente se o agressor é uma figura próxima. O impacto psicológico para as vítimas é profundo e pode demandar acompanhamento médico prolongado. As penas para crimes contra a dignidade sexual podem chegar a 30 anos, reforçando a gravidade dessas ações para a Justiça.
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