16.4 C
Belo Horizonte
InícioSegurançaMulher é indiciada em MG por inventar câncer e arrecadar dinheiro em...

Mulher é indiciada em MG por inventar câncer e arrecadar dinheiro em vaquinha virtual

Falsa paciente oncológica é indiciada em MG após arrecadar dinheiro com doença inventada

Uma mulher de 37 anos foi indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por estelionato majorado e falsidade ideológica após simular estar em tratamento contra um câncer, na cidade de Divinópolis, região Centro-Oeste do estado. O golpe envolveu arrecadações em vaquinhas virtuais, rifas, eventos beneficentes e doações espontâneas, mobilizando familiares, amigos e até desconhecidos sensibilizados pela história.

Segundo a polícia, a suspeita chegou a promover campanhas públicas em redes sociais, exibindo fotos supostamente ligadas a sessões de tratamento, e organizou eventos para arrecadar fundos. Também teria realizado empréstimos bancários em nome do companheiro, além de participar de consórcios informais utilizando nomes de terceiros sem autorização.

Diagnóstico inexistente

As investigações começaram após denúncias levantarem suspeitas sobre a veracidade da doença. A Polícia Civil requisitou prontuários médicos e exames em hospitais e clínicas especializadas da região, além de informações do plano de saúde da mulher. Os documentos foram submetidos a análise de um médico-legista, que concluiu que não há qualquer diagnóstico ou tratamento oncológico registrado em nome da suspeita.

“Ela jamais teve a doença. Toda a história foi uma farsa para obter dinheiro das pessoas”, informou a delegada Adriene Lopes, responsável pela apuração do caso. O valor total arrecadado ainda está sendo apurado pela PCMG.

Risco de fraudes em campanhas virtuais

De acordo com o Ministério da Justiça, golpes semelhantes se tornaram mais frequentes nos últimos anos, potencializados pela facilidade das plataformas digitais de arrecadação. Dados da Safernet Brasil indicam que denúncias de golpes envolvendo falsas campanhas beneficentes cresceram mais de 30% entre 2021 e 2024.

“Casos como este abalam a confiança da população em campanhas de arrecadação e prejudicam diretamente quem realmente luta contra doenças graves e necessita de ajuda”, lamentou a delegada Adriene Lopes.

Como se proteger

Especialistas orientam que, antes de doar, as pessoas verifiquem:

  • Identidade e histórico do beneficiado. Busque referências, amigos em comum ou notícias sobre a pessoa.
  • Documentação médica. Em casos de campanhas para tratamentos de saúde, é direito do doador solicitar comprovantes.
  • Plataformas seguras. Prefira plataformas conhecidas, que exijam cadastro e auditoria das campanhas.
  • Desconfie de urgência extrema ou valores altos solicitados sem justificativa detalhada.

O caso da falsa paciente oncológica agora segue para a Justiça. Se condenada, a mulher poderá cumprir pena que pode ultrapassar oito anos de prisão.


Leia mais: Mulher é indiciada em MG por inventar câncer e arrecadar dinheiro em vaquinha virtual

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui