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Rixa entre CV e TCP leva à morte de jovem de 20 anos na Pampulha; dois suspeitos são presos

A Polícia Civil concluiu, após dois meses de investigações, que o assassinato de um jovem de 20 anos em frente a um shopping na Pampulha, em Belo Horizonte, foi motivado por uma rixa entre grupos ligados a facções criminosas rivais: o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Dois homens, de 20 e 27 anos, foram presos e vão responder por homicídio consumado e tentado.

A origem do conflito

De acordo com a Delegacia de Homicídios de Venda Nova, a vítima e os suspeitos estavam em uma festa em Vespasiano, na Região Metropolitana, quando começaram a se provocar. Os grupos faziam gestos típicos de suas facções — a vítima teria ligação com o TCP, enquanto os agressores seriam ligados ao CV.

O clima de rivalidade se intensificou quando deixaram a festa e chegaram à rua. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois integrantes do CV derrubam a vítima e um amigo, que foram brutalmente agredidos com chutes na cabeça e pelo corpo. O amigo conseguiu fugir, mas o jovem de 20 anos permaneceu no chão, sendo espancado.

Segundo a delegada Ariadne Coelho, responsável pelo caso, durante as agressões um dos suspeitos chegou a gritar: “Aqui é o crime, é só mais uma vida”. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Risoleta Neves, mas morreu um mês depois, em julho, em decorrência de uma hemorragia craniana.

Perfis dos suspeitos

O principal acusado, de 20 anos, já acumulava uma extensa ficha criminal: tráfico de drogas, roubo, furto de veículos, porte ilegal de arma, além de homicídio de um morador de rua e violência doméstica. No dia 23 de julho, durante uma tentativa de prisão, ele jogou o carro contra uma viatura policial e conseguiu escapar. Cinco dias depois, acabou preso em uma audiência judicial por violência contra a companheira. Sua prisão preventiva foi decretada em seguida.

O segundo suspeito, de 27 anos, foi localizado na casa da avó, em Belo Horizonte, na sexta-feira (29). A polícia chegou até ele por meio de investigações em redes sociais, onde aparecia ostentando armas, drogas e um carro clonado de Volta Redonda (RJ), que teria sido usado para tentar atropelar agentes durante uma abordagem.

Facções em disputa na Grande BH

A investigação aponta que os dois faziam parte de um grupo que se autodenomina “Equipe do Ódio”, ativo em redes sociais, onde exibia drogas, armas e veículos roubados. A facção rival à qual a vítima estaria ligada também mantém forte atuação em Vespasiano e outras cidades da Grande BH.

De acordo com a Polícia Civil, a disputa entre CV e TCP tem se intensificado na região metropolitana, especialmente em municípios próximos ao Aeroporto de Confins, por pontos de tráfico de drogas e controle de áreas periféricas.

Situação atual

Ambos os suspeitos permanecem presos e devem responder judicialmente por homicídio consumado (pela morte da vítima) e por homicídio tentado (contra o amigo que conseguiu escapar).

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