O mundo não pode se esquecer de nenhum de seus maiores genocídios — para que nunca mais aconteçam. Infelizmente, até o recente Holocausto tem sido minimizado por muitos, e muita das vezes sob o véu obscuro do antissionismo. Mas não se pode esquecer: os nazistas exterminaram cerca de 6 milhões de pessoas nos campos de concentração, a maioria judeus, e de formas crudelíssimas, à maneira de uma peste a ser erradicada.
O que muitos não sabem é que milhares de vítimas da fúria do Führer foram mortas simplesmente por serem religiosas: padres, freiras, mórmons e cristãos em geral. Isso pode ser evidenciado em livros de sobreviventes do matadouro de Auschwitz, por exemplo, ou na biografia do de Rudolf Höß, chefe de Auschwitz; o jovem Rudolf precisou largar o cristianismo para entrar no Partido Nacional-Socialista de Hitler, mais conhecido como Partido dos Trabalhadores Alemães, para evitar crises de consciência. Sim, o nazismo considerava o cristianismo uma forma de fraqueza moral e propunha um III Reich sob uma religião neo nórdica mitológica calcada na raça ariana. Posto isso, ao falar da caça histórica aos cristãos é impossível deixar o nazismo de fora. Mas também devemos incluir o comunismo, do qual temos hoje expoentes como a Coreia do Norte e a China.
Em primeiro lugar, admitamos que o comunismo existe, sim. Avulta como crença filosófica, lá dos idos de Marx, Lenin, Trotsky e Gramsci, até a prática desse mesmo Lenin idealizador, e depois de seu sucessor Stálin. Ademais, figuras ditatoriais como Mao-Tsé, Pol Pot, Fidel Castro, Che Guevara, Hugo Chávez, etc., todos incorporaram os princípios comunistas da “revolução do proletariado”.
A verdade é que os citados e outros líderes admirados por muitos foram grandes genocidas. E é uma pena que tais grandes genocidas, inclusive de cristãos, sejam tantas vezes jogados para debaixo do tapete no século XXI, ou envolvidos em uma aura ideológica pueril.
Comunismo: uma introdução
Cabe encararmos a historicidade: ela nos revela que o comunismo/socialismo está adornado de mitologias e narrativas cuidadosamente engendradas por intelectuais burgueses, governos que queriam — mas de fato nunca conseguiram — governar pelo povo e com o povo. Redundaram em regimes extremistas persecutórios e exploradores do próprio povo.
Assim, o comunismo varreu o cristianismo no Leste Europeu e na Ásia, e continua o levante antirreligioso através de ditaduras implacáveis e sem liberdade de expressão. A liberdade desejada, portanto, retornou a um tipo de absolutismo ideológico como o da Idade Média, travestida de inovação.
Hoje, temos vários países que têm ideologia e prática comunistas em seus governos. Um deles é a já citada Coreia do Norte. Mas você sabia que a Coreia do Norte, hoje acorrentada por um regime inspirado na URSS, já foi conhecida como “a Jerusalém do Oriente”?
O caso Coreia do Norte: a força da foice e o do martelo quebram a fé
A população cristã superabundava na área norte da Coreia, chegando à proporção de um adepto do cristianismo em cada seis pessoas. Havia seminários, escolas e hospitais cristãos. Em 1907, se deu um grande avivamento em Pyongyang, a capital, que se tornou referência na Ásia (pouco antes disso, em 1905 Lenin tentava a revolução comunista pela primeira vez na Rússia, sem sucesso). Mas tudo mudou após a II Guerra Mundial e a revolução comunista.
O país foi dividido rigidamente, e o norte, onde habitavam mais cristãos, se tornou refém da mão de ferro da União Soviética comunista e ateísta. Ali, em 1948, surgiu Kim II-Sung como um líder inexorável, ele que é avô do atual ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Então, II-Sung deflagrou uma “Inquisição Ateísta”: pastores e devotos foram assassinados ou escravizados, igrejas foram fechadas e o cristianismo foi proibido. É assim até hoje naquele território, é assim na prática e no dia a dia.
Venceu a ideologia Juche, que é o culto à personalidade, no caso, da linhagem de Kim II-Sung. Há estátuas deles por toda a Coreia do Norte, em praças, salas de aula, repartições públicas, e todos devem se prostrar. Relíquias destes soberanos são itens essenciais mesmo em cada uma das casas, e devem ser veneradas. Se não, há risco de execução sumária, tortura ou prisão. Basta um parente ou amigo delatar alguém — como na terrível Inquisição cristã, que também não podemos esquecer.
Não, não estamos passando pano, de maneira alguma, para o genocidio em nome da fé; mas ele foi tão nefasto e assassino quanto a Inquisição do combate à fé, a Inquisição Ateísta dos comunistas.
De maneira que, desde os anos 1940, os líderes norte-coreanos são símbolos sagrados e não há mais espaço para igrejas ou cristãos, ou mesmo para qualquer outra religião. O Estado é Deus. E a devoção aos estadistas, como entes deificados, é inegociável para qualquer cidadão do país. Cada vila ostenta as chamadas “Torres da Vida Eterna”, colunas que lembram a eternidade dos ditadores: em forma de obelisco, reforçam a presença constante do culto aos líderes comunistas e ateístas que tomaram o poder na Coreia do Norte.
Ao mesmo tempo, paira uma rivalidade gélida com a libertária, próspera e capitalista Coreia do Sul: os súditos de Kim Jong-un não estão autorizados a assistir a programas de televisão, ouvir músicas e consumir coisas da Coreia do Sul em geral, sequer pronunciar suas gírias. Os celulares são totalmente vigiados pelo governo da Coreia do Norte, e os sul-coreanos, para a ditadura comunista de Un, são profanos.
É notório que não há lugar com maior perseguição religiosa no mundo hoje, e mais implacável, que a Coreia do Norte. O martelo e a foice do comunismo esmagaram a fé.
Apesar disso, é possível comparar essa “Inquisição Ateísta” com ditaduras radicais islâmicas — a religião mais uma vez é o Estado — como Hamas e Irã, aliadas de grupos terroristas anti-Ocidente. É a Jihad, a guerra “santa”, mas sangrenta, contra todos os não-convertidos ao Islã, prevista no Alcorão e na Sharia, que visa principalmente a judeus e cristãos.
A caça comunista e islâmica aos cristãos: precisamos falar, e muito, nisso
O genocídio ateísta de cristãos é perpetrado até hoje por adeptos do comunismo em suas formas ditatoriais, como são os casos da Coreia do Norte, da China e de vários países da África, da Europa Oriental e da Ásia. Sem falar em redutos comunas totalitários como Cuba e Nicarágua.
Na América Latina, os autores de la revolución ansiavam por abolir a religião, o “ópio do povo”, como desde o século XIX Marx instigava a se fazer, como os ateus iluministas antes dele. Destarte, o caminho de perseguição comunista aos cristãos foi engendrado pelos “camaradas” mais antigos: Lenin e Stálin na Rússia, e os do Extremo Oriente como Mao-Tsé, Pol Pot e II-Sung.
Daí ser possível afirmar que comunismo/socialismo (há mesmo diferença entre os termos?) e cristianismo nunca andaram de mãos dadas. Ao contrário. Assim como nazismo e cristianismo nunca sequer estiveram próximos, não depois que Hitler começou a II Guerra, exatamente se aliando ao comunista Stálin que lhe liberou a Europa Oriental. Basta um exame um pouco mais acurado na História e na Geopolítica atual para atestar: ditaduras modernas, sejam de viés islâmico ou de outra religião, e socialistas, não são afeitas ao cristianismo.
Neste bojo é que desponta a caça comunista e islâmica aos cristãos.
Na China do Partido Comunista Chinês, único, cultos religiosos estão proibidos, ali mesmo onde igrejas e crucifixos recentemente foram queimados pelo Estado. Mas não pensem que abolir crenças para fortificar a elite política significa “liberdade”, ou que o problema é só com os cristãos: os chineses baniram a parada LGBT, o casamento homoafetivo e demonstrações públicas de homoafetividade. Assim como — típico de regimes totalitários — qualquer crítica ao governo, denegrindo a vital liberdade de expressão que inclui a liberdade de crer e professar uma religião ou uma crença.
O comunismo: apenas os que não o conheceram falam que não existe ou que é solução
Às vezes tenho de ouvir que o comunismo é uma utopia, nunca existiu e não existe.
E acredito que eu possa tratar com um mínimo de propriedade de comunismo, uma vez que meus bisavós de pai e de mãe fugiram dele no Leste Europeu, na Rússia (atual Ucrânia) e na Tchecoslováquia, hoje República Tcheca. Sempre mencionaram os horrores que viram e até sofreram. Eles que acabaram se tornando cristãos, e que nunca mais voltaram a ver suas pátrias após atracar no Brasil. Para além disso, sem querer soar pedante, uma das minhas paixões é estudar a História por todos os seus ângulos.
E me informar sobre o presente — isso dói. Fico observando as notícias de genocídios de cristãos na África e no Oriente Médio por muçulmanos radicais, e ao mesmo tempo seu sufocamento em territórios comunistas/socialistas. Vejo e até sofro ofensivas da Esquerda, em nosso país e no mundo, em relação a cristãos, judeus, ou a quem desafie o ateísmo — crença no nada que veio do nada e vai para o nada. Bem, temos de respeitar todas as crenças, afinal.
Sobre a perseguição aos cristãos, os Estados Unidos, desde maio de 2020, registraram 521 ataques a igrejas católicas. Na Nigéria, no Congo e na Africa Central, por exemplo, muitos cristãos têm sido executados — ou pessoas que apenas se atrevem a ferir as intocáveis leis de chumbo do islamismo extremista.
Gaza. Sei que há um genocídio em Gaza, em que tanto judeus como palestinos perecem diariamente, ali onde o Hamas impera como ditadura desde 2007, apesar de ter desaprovação da maioria do povo. O mesmo se dá no Irã ditatorial: poucos estão com o regime dos aiatolás que oprime e viola Direitos Humanos, inclusive entre os iranianos, e visando à eliminação do povo persa. Essas coisas raramente chegam até nós, para além dos muros das ditaduras, ou vêm “requentadas” e subestimadas.
O mais preocupante? O Brasil
Dilma Rousseff, nossa ex-presidenta e presidenta do BRICS — organização repleta de ditaduras violadoras de Direitos Humanos — está para participar de um desfile militar com as forças militares de Rússia, Coreia do Norte, China e outros países ditatoriais. Alckmin, representando Lula, esteve na posse do novo líder do Irã, o islâmico radical Ismail Haniyeh — ao lado de líderes do Hamas e de outros islâmicos radicais. O que fazia lá, sendo judeu e, supostamente, vindo de um país democrático?
O que faz Lula, ao se aliar a ditaduras que perseguem cristãos e liberdades individuais, mas ao mesmo tempo inclui em seu discurso falácias de que governa para o povo e de que toda censura é em defesa da democracia? Censura importada da ditadura da China, do regime fundado por Mao que carrega mais de 45 milhões de vítimas fatais em suas costas.
O “diga-me com quem andas” incomoda no Brasil, e o Brasil tem incomodado não apenas os “imperialistas” Estados Unidos, mas a Europa e governos democráticos pelo mundo. Por quê? Por suas alianças políticas e ideológicas com ditaduras e até terroristas como os do Irã, e apoio a narcotraficantes golpistas como Maduro. Daí as tarifas: preparem-se para os 100% planejados pela OTAN.
Mas eu falava de perseguição a cristãos, à fé, ao tradicionalismo, da Coreia do Norte ao Brasil. E ressaltei que todos podem e devem ter voz, a saber, suas crenças. Então por que a Esquerda, que historicamente tenta se adonar da intelectualidade e sua influência nas minorias sociais, massivamente ataca padres, bispos e pastores? Enquanto, ao mesmo tempo, exalta o ateísmo, em muitos casos, e também tenta se aproximar dos evangélicos no Brasil. E pune Silas Malafaia por falar — ou por ser um religioso conservador? Controverso.
Seja como for: eu, enfim, estou e sempre estarei onde a liberdade de verdade está e estará. Discursos não são suficientes, aliás nunca foram, e o povo brasileiro precisa aprender isso. Precisa escolher um lado: os que oprimem e matam e calam, e se aliam a tais, em geral regimes totalitários; ou os que libertam e não roubam a meritocracia e a expressão individual. Não me venham com “capitalismo selvagem”, Extrema-Direita e fascismo — eu nem mesmo tenho uma religião oficial, visto que Jesus Cristo fundou primordialmente um caminho. E nada tem mais a ver com democracia e liberdade individual, mais uma vez historicamente, que o capitalismo neoliberal.
Gostaria de dispensar rótulos de prateleiras política e ideológica. A minha escolha e a sua escolha germinal é entre ditaduras e não-ditaduras, Direitos Humanos na prática e não apenas em narrativas vagas. Liberdade ou não-liberdade. Isso vai desde a nossa fé ou nossas crenças, passando por quem escolhemos ser. Sendo livres, sentindo-nos livres, libertarmos o outro. Clarice Lispector, nascida Chaya na Ucrânia em 1920, judia e posteriormente católica, muito falava em Deus. Pois ela nos deixou uma pista, em sua primazia no trato da vida e da alma humanas: “Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então” (Água Viva). Deixemo-nos ser então.
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