A corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026 segue marcada por indefinições, mesmo após dois movimentos importantes no cenário político estadual: a confirmação de que o senador Rodrigo Pacheco não disputará o Palácio Tiradentes e o afastamento do Partido Liberal (PL) de uma possível aliança com o governador Mateus Simões.
Embora os fatos indiquem uma possível reorganização das forças políticas no estado, lideranças partidárias ainda enfrentam impasses, mágoas políticas e dificuldades para consolidar alianças.
PT tenta reorganizar estratégia sem Pacheco
O principal impacto da desistência de Rodrigo Pacheco atinge diretamente o campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pacheco era tratado como o nome preferido de Lula para disputar o governo mineiro e servir como principal palanque petista no segundo maior colégio eleitoral do país.
Com a saída do senador da disputa, o Partido dos Trabalhadores (PT) volta a discutir alternativas.
Entre os nomes citados nos bastidores está o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que disputou o governo estadual em 2022 com apoio do PT, mas foi derrotado ainda no primeiro turno pelo então governador Romeu Zema.
Relação entre Kalil e PT ainda enfrenta resistências
Apesar de ser visto como alternativa competitiva para Lula em Minas, uma eventual reaproximação entre Kalil e o PT ainda enfrenta obstáculos políticos.
Após a eleição de 2022, houve desgaste entre os dois lados, com críticas mútuas sobre a condução da campanha derrotada.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, chegou a se reunir com Kalil em novembro do ano passado para discutir o cenário eleitoral, mas as conversas não avançaram.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que Kalil poderia resistir à ideia de entrar na disputa carregando a imagem de “segunda opção” de Lula após a saída de Pacheco.
PL descarta apoio a Mateus Simões
Do lado da direita, o PL decidiu abandonar a possibilidade de apoiar Mateus Simões na eleição estadual.
A decisão foi influenciada pelo alinhamento do governador ao projeto presidencial de Romeu Zema, que se movimenta como possível candidato ao Palácio do Planalto.
Segundo lideranças do partido, seria difícil para o PL apoiar um aliado de Zema enquanto o senador Flávio Bolsonaro desponta como possível nome da legenda para a Presidência da República.
Cleitinho surge como possibilidade para o PL
Com a aliança descartada, o PL agora avalia dois caminhos:
- lançar candidatura própria ao governo mineiro;
- ou apoiar o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos.
Cleitinho também vinha adiando uma definição sobre disputar ou não o governo estadual e aparece como um dos nomes mais competitivos no campo conservador.
Mateus Simões teme divisão da direita
Já confirmado como pré-candidato ao governo de Minas, Mateus Simões acompanha com preocupação a dificuldade de unificar os partidos de direita em torno de sua candidatura.
Nos bastidores, aliados avaliam que o cenário mais complicado para o governador seria justamente enfrentar uma fragmentação do eleitorado conservador enquanto o campo ligado ao presidente Lula tenta reorganizar sua estratégia.
Até o momento, a principal definição da chapa governista é a presença do ex-secretário de Governo Marcelo Aro como candidato ao Senado.
Disputa ao Senado também gera tensão
A composição da chapa para o Senado também provocou desconfortos internos no grupo político de Simões.
Marcelo Aro não teria recebido bem a aproximação do governador com o senador Carlos Viana, que foi levado ao PSD e aparece como possível nome para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa governista.
Segundo aliados de Aro, ele não foi comunicado previamente sobre as articulações envolvendo Viana.
Prazo eleitoral aumenta pressão por definições
Em meio às indefinições, lideranças políticas reconhecem que o tempo para organizar alianças e candidaturas começa a apertar.
O prazo para registro oficial das candidaturas termina em 15 de agosto, menos de três meses antes da eleição marcada para 4 de outubro.
Enquanto isso, o cenário político mineiro segue marcado por negociações, disputas internas e falta de consenso entre os principais grupos políticos.
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