A advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos, de 32 anos, assassinada com pelo menos 20 tiros na manhã desta segunda-feira (22), será velada nesta terça-feira (23) no Cemitério da Paz, na Avenida Carlos Luz, 850, bairro Caiçara, em Belo Horizonte. O velório está previsto das 11h às 14h30, seguido de sepultamento no mesmo local.
O crime
Kamila foi morta na Rua Otaviano Fabri, bairro Ermelinda, na Região Noroeste da capital mineira. Segundo a Polícia Militar, ela conduzia um veículo Fiorino de sua propriedade quando foi surpreendida por um Kia Cerato prata com vidros escuros. O carona desceu armado e atirou diversas vezes, continuando os disparos mesmo com a vítima caída ao chão.
O assassino ainda pegou um objeto não identificado e entrou novamente no carro, que fugiu em direção ao Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo. O veículo usado no crime é clonado — o original está registrado em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro.
Celular recuperado
O telefone celular de Kamila, roubado após a execução, foi encontrado cerca de 8 km do local do crime, na avenida Waldomiro Lobo, regional Norte, por um morador que o entregou às autoridades. O aparelho foi encaminhado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para perícia.
Vídeo em tom de ameaça
Na véspera do crime, Kamila publicou nas redes sociais um vídeo em tom de desabafo e ameaça. “Eu tô de guerra”, disse, afirmando que não estava “ameaçando” e sim “avisando” sobre algo que iria fazer. O vídeo circula em aplicativos de mensagens.
Carreira
Kamila atuava como advogada desde 2019 nas áreas Cível, Família, Trabalhista e Criminal. Era formada pela Escola Superior Dom Helder Câmara, pós-graduada em Direito Processual Civil pela Faculdade Líbano e mestranda em Direito pela FUNIBER. Informava ainda estar cursando Ciências Contábeis.
Reação da OAB
Em nota assinada pelo presidente Gustavo Chalfun, a OAB-MG lamentou a execução:
“Não é apenas um ataque covarde contra uma profissional, mas uma afronta à nossa classe e ao próprio Estado Democrático de Direito”.
A entidade cobra do Legislativo a aprovação de projetos que tornem hediondos os crimes cometidos contra advogados e defende ampliar as condições de segurança para o exercício da advocacia. Uma comissão foi criada para acompanhar o inquérito.
Investigação
O corpo de Kamila Cristina foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte. Até a noite desta segunda-feira (22), nenhum suspeito havia sido preso. A ocorrência segue em aberto.
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