A Polícia Civil investiga a morte de uma pessoa encontrada carbonizada dentro de um carro incendiado em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A principal suspeita é de que o corpo seja de um motorista de aplicativo de 41 anos que estava desaparecido desde a quinta-feira (4). A identificação oficial, no entanto, depende dos exames periciais devido ao avançado estado de carbonização da vítima.
O caso foi registrado na manhã desta sexta-feira (5), na Rua Cristal, no bairro Parque Novo Ceasa. Militares da Polícia Militar encontraram o corpo dentro de um Fiat Cronos completamente destruído pelas chamas. O veículo era alugado por uma locadora e utilizado pelo homem para trabalhar como motorista de aplicativo.
Família reconheceu veículo e objeto encontrado no local
A suspeita de que o corpo pertença ao motorista desaparecido surgiu após o irmão da vítima comparecer à cena do crime. Segundo a Polícia Militar, ele reconheceu tanto o automóvel quanto um relógio encontrado próximo ao cadáver. O acessório apresentava sinais de ter sido atingido pelo incêndio e estava parado em um horário específico, o que poderá auxiliar nas investigações.
O familiar relatou aos policiais que o motorista não mantinha contato com parentes desde a quinta-feira, aumentando a preocupação da família e reforçando a hipótese de que ele seja a vítima encontrada no veículo.
Polícia investiga possível execução
Durante os trabalhos periciais, uma munição de calibre .380 foi localizada nas proximidades do carro incendiado. A presença do material levanta a possibilidade de que a vítima tenha sido alvo de uma ação criminosa antes do incêndio, embora a dinâmica do caso ainda não tenha sido esclarecida oficialmente.
Peritos da Polícia Civil recolheram vestígios no local e encaminharam o corpo ao Instituto Médico-Legal (IML), onde serão realizados exames de identificação. Entre os procedimentos que podem ser utilizados estão análises odontológicas, impressões digitais preservadas e exames de DNA.
Mistério sobre desaparecimento e morte
Segundo familiares, o homem trabalhava como motorista de aplicativo há algum tempo e utilizava o Fiat Cronos alugado para realizar corridas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Antes disso, atuava como gesseiro autônomo.
A polícia busca reconstruir os últimos passos da vítima, analisando registros de corridas, imagens de câmeras de segurança e possíveis contatos realizados antes do desaparecimento. A linha de investigação ainda não descarta nenhuma hipótese, incluindo latrocínio, homicídio qualificado ou crime relacionado a outras circunstâncias que serão esclarecidas ao longo do inquérito.
Violência contra motoristas preocupa categoria
O caso reacende o alerta sobre os riscos enfrentados diariamente por motoristas de aplicativos. Entidades ligadas ao setor têm cobrado medidas de segurança mais eficazes, como aprimoramento dos sistemas de monitoramento das corridas, identificação rigorosa de passageiros e integração entre plataformas e forças de segurança.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos exames periciais e da análise dos elementos coletados no local.
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