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Falhas no protocolo? Sindicato questiona legalidade da escolta

Detento mata policial penal dentro de hospital em BH, foge disfarçado com farda e é recapturado


Durante escolta no Hospital Luxemburgo, na Região Centro-Sul da capital, o detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24 anos, matou o policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, 42 anos, em uma tentativa de fuga. O preso estava internado desde 27 de julho, sob custódia da Penitenciária José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

Segundo boletim da Polícia Militar, Shaylon pediu para ir ao banheiro e iniciou uma luta corporal com o agente. Ele tomou duas armas do policial e atirou, acertando o agente na nuca e no tórax. A vítima não resistiu e morreu no local.


Após o crime, o detento vestiu a farda do policial penal e tentou se passar por agente, deixando o hospital pela porta da frente. Imagens de segurança mostram Shaylon deixando o prédio com mochila e boné, como se fosse o servidor. Funcionários perceberam sangue no local e estranharam seu comportamento.

Ele pediu ajuda a uma moradora alegando que sua mãe estava passando mal e solicitou um carro de aplicativo, que aceitou o transporte acreditando que ele fosse policial. A fuga foi interrompida rapidamente pela Polícia Militar, que o abordou nas proximidades e localizou uma bolsa que pertencia ao agente penal — dentro havia armas e munições.


📋 Perfil do detento e investigações

Shaylon está no sistema prisional desde 2018 e responde a inquéritos por tráfico de drogas, furto, porte ilegal de arma e homicídio. Ele estava internado e sob escolta desde 27 de julho, conforme confirmou a Sejusp-MG.

A Polícia Civil já ratificou a prisão em flagrante por homicídio qualificado, e três apurações foram instauradas: pela Corregedoria da Polícia Penal, pela Sejusp-MG e pela Polícia Civil.


⚠️ Falhas no protocolo? Sindicato questiona legalidade da escolta

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais, Jean Otoni, criticou a ausência do segundo agente na escolta — a norma determina a presença de, no mínimo, dois servidores para esse tipo de operação em hospital. Ele defendeu que idealmente a escolta fosse realizada por três profissionais.


🏥 Reações e posicionamentos oficiais

O Hospital Luxemburgo afirmou, por nota, que seguiu todos os protocolos de segurança e ressaltou que a responsabilidade pela escolta é da Sejusp-MG. A unidade iniciou o protocolo de Código Azul, tentou reanimar o agente, prestou suporte emocional à equipe e colaborou com as autoridades.

A Sejusp-MG lamentou a morte do servidor, anunciou abertura de procedimento interno e assegurou que colaborará com a investigação.

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