Os preços da carne e do café, dois itens essenciais no consumo dos brasileiros, devem continuar em alta em 2025. Segundo economistas, a tendência observada ao longo de 2024 deve se manter, com reajustes que podem atingir até 20%.
O economista Luis Otavio Leal, da G5 Partners, estima que o preço da carne suba cerca de 7,5%, enquanto o do café pode aumentar até 20%. Já Alexandre Maluf, da XP, prevê um cenário ainda mais preocupante, com o preço da carne podendo sofrer um acréscimo de até 20% e o café ultrapassando esse percentual.
A valorização desses produtos já foi expressiva no último ano. Em janeiro de 2024, a saca de 60 kg de café arábica atingiu R$ 2.387,85, representando um aumento de 132% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano passado, o café subiu 39,6%, enquanto a carne ficou 20,84% mais cara, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o professor Heron do Carmo, da Faculdade de Economia e Administração da USP, a política fiscal do governo pode ser um fator determinante para a contenção da inflação. Ele destaca que, se houver uma melhora na confiança do mercado com a apresentação de um resultado primário positivo, a estabilidade dos preços pode ser favorecida.
— Essa deve ser a preocupação. Intervenções diretas nos preços podem desestabilizar o mercado e, em ano eleitoral, esse tipo de preocupação pode ser precipitada — analisa o professor.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário apontou, em nota, que o aumento nos preços das commodities no mercado internacional, além de eventos climáticos que impactaram as safras anteriores, foram os principais responsáveis pela elevação dos custos de alimentos como café, açúcar, laranja e carne.
Custo da carne reflete na popularidade do governo
O aumento nos preços dos alimentos também tem impacto na avaliação do governo federal. A jornalista Natuza Nery, ao comentar uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (27), destacou que a desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 49%, enquanto a aprovação ficou em 47%.
Essa é a primeira vez que a reprovação supera a aprovação desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em fevereiro de 2023. Para Nery, a frustração com promessas econômicas, como a acessibilidade à carne, pode ter contribuído para o aumento da insatisfação popular.
— O governo chegou à metade do mandato e a picanha não entrou no carrinho. E o coxão duro está saindo — afirmou a jornalista durante o programa #Edição18.
Ela ainda destacou que, se o governo não reconhecer essa insatisfação popular, pode ter dificuldades em reverter essa tendência.
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