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Jornalismo brasileiro perde J. R. Guzzo, ícone da crítica lúcida e independente  

O jornalismo brasileiro amanheceu mais silencioso neste sábado (2), com o falecimento do jornalista José Roberto Dias Guzzo, conhecido como J. R. Guzzo. Ele morreu aos 82 anos, vítima de infarto fulminante por volta das 5h da manhã, conforme comunicado da Revista Oeste, da qual era fundador e membro do conselho editorial.

Nascido em São Paulo em 10 de julho de 1943, Guzzo iniciou sua carreira jornalística em 1961 no jornal Última Hora. Passou pelo Jornal da Tarde e consolidou sua trajetória na Editora Abril, onde foi correspondente internacional e assumiu a liderança editorial de publicações como Veja (diretor de redação entre 1976 e 1991) e Exame.


Carreira marcante e legado editorial

Durante sua gestão na Veja, Guzzo elevou a revista a uma das mais influentes do mundo, aumentando sua circulação de 175 mil para quase um milhão de exemplares, posicionando-a entre as maiores publicações semanais globais.

Ao longo de mais de seis décadas, trabalhou também como colunista em veículos como O Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo, O Tempo, Exame e retornou à Veja como colunista em 2008. Recentemente estreou coluna no jornal O Tempo, mantendo sua voz ativa até os últimos dias.

Guzzo era admirado por sua escrita direta, parca em floreios e rica em consistência, e por sua defesa intransigente da liberdade de expressão, democracia e responsabilidade na informação. Foi descrito por leitores e colegas como “a voz mais lúcida do jornalismo nacional”.


Repercussão e homenagens

A morte de Guzzo gerou homenagens de jornalistas, associações e leitores. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) destacou sua contribuição ao jornalismo opinativo brasileiro. No X, mensagens como “J. R. Guzzo is dead — and with him goes one of the last remnants of real journalism in Brazil” expressaram o sentimento de perda de uma era na imprensa, afirmando que “o Brasil amanheceu mais burro” sem sua presença.


Legado que permanece

J. R. Guzzo deixa esposa, quatro filhos e cinco netos, além de um legado jornalístico que ultrapassa gerações. Sua escrita incisiva e postura analítica influenciaram e moldaram o jornalismo político e cultural brasileiro. Mesmo em meio a debates polarizados, manteve-se fiel ao bom senso e à independência, servindo como referência para colegas e leitores de diferentes visões.

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