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Zema rebate convocação na CPI do INSS e acusa estratégia eleitoral

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reagiu com críticas à decisão da CPMI do INSS — que aprovou na quinta-feira (4/12) sua convocação para depor — afirmando que o pedido de oitiva representa uma manobra de “retaliação eleitoral”. Segundo ele, trata-se de um ataque orquestrado para atingir sua imagem pública e minar sua crescente projeção política.

🔍 O motivo da convocação

A convocação decorre das investigações que envolvem a Zema Financeira (também referida como Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A.), empresa ligada à família do governador. A CPMI solicita explicações sobre a atuação da financeira em operações de empréstimo consignado ofertadas a aposentados e pensionistas do INSS — com desconto direto em folha e possibilidade de portabilidade de contratos de outras instituições.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que afirma que a convocação se justifica para esclarecer possíveis irregularidades.

✉️ Defesa de Zema: saída da empresa e “cortina de fumaça”

Em ofício encaminhado à comissão, Zema alegou que se desligou formalmente da administração da Zema Financeira em 22 de outubro de 2018, conforme registro na Junta Comercial de Minas Gerais — e que, desde então, não participou da gestão da companhia. Por isso, argumenta, não haveria fundamento para responsabilizá-lo por ações da empresa.

Para o governador, a convocação não busca a verdade sobre eventuais irregularidades, mas sim criar uma “cortina de fumaça” e desviar o foco de supostos problemas de outros atores. Ele classificou o pedido como “retaliação eleitoral” motivada por adversários políticos que, segundo ele, sentem “medo de gente competente, de gente que faz o certo”.

🗳️ Contexto político e tensões no Congresso

A decisão de convocar Zema foi tomada na última sessão da CPMI antes do recesso parlamentar. A expectativa é que o depoimento ocorra somente a partir de fevereiro de 2026, quando o colegiado retomar seus trabalhos e definir o calendário das próximas etapas.

Na mesma reunião, a comissão rejeitou pedidos de convocação de outros nomes de destaque, como o filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias — o que intensificou o tom de disputa e acusações de viés político nas decisões da CPMI.

📰 Por que o caso repercute

A convocação de um governador de grande visibilidade nacional — e pré-candidato cotado para uma disputa presidencial — para depor em uma comissão que investiga empréstimos consignados para aposentados do INSS evidencia o grau de politização da investigação. Por um lado, a CPMI busca clareza sobre a atuação de empresas privadas em contratos financeiros com beneficiários do sistema previdenciário. Por outro, há questionamentos sobre se a convocação representa um instrumento legítimo de fiscalização ou uma manobra política para atingir adversários.

A disputa revela como temas econômicos e de assistência social, como empréstimos consignados e benefícios sociais, podem se tornar armas em disputas eleitorais, sobretudo em ano eleitoral.

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