Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Datafolha aponta que 37% dos brasileiros classificam o governo Lula como “ruim” ou “péssimo”, enquanto 32% o veem como “bom” ou “ótimo”. Outros 30% o consideram “regular”.
Segundo o instituto, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios entre os dias 2 e 4 de dezembro — e a margem de erro é de dois pontos percentuais, o que indica que os resultados representam um quadro estável em relação à rodada anterior, realizada em setembro (quando os índices eram 33% de aprovação, 38% de reprovação e 28% regular).
Além disso, a avaliação pessoal do presidente também segue relativamente estável: 49% aprovam seu desempenho individual, contra 48% que o desaprovam.
Quem aprova e quem desaprova — e por que o cenário não mudou
O levantamento revela diferenças marcantes conforme perfil socioeconômico, demográfico e por região. A aprovação ao governo se mostra mais alta entre: pessoas com 60 anos ou mais, menos escolaridade, moradores do Nordeste e católicos. Já a reprovação predomina entre eleitores com ensino superior, renda mais elevada, moradores do Sul e evangélicos.
Esse padrão de divisão social reflete, em parte, o desgaste de parte do eleitorado tradicional do governo, num contexto em que desafios econômicos e de políticas públicas continuam cobrando visibilidade. Ao mesmo tempo, segmentos mais vulneráveis ou com menor escolaridade mantêm apoio — algo que ajuda a sustentar um núcleo de apoio, ainda que reduzido.
A manutenção dos índices, para analistas, indica que os efeitos das recentes medidas do governo — como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil — podem ter servido de freio à queda, mas não suficiente para alterar substancialmente a percepção geral.
Contexto recente e desafios da gestão federal
Nos últimos meses, o governo enfrentou debates relevantes no Congresso, especialmente após a indicação de um novo nome ao STF, gerando tensões políticas com aliados e adversários.
Além disso, uma agenda econômica exigente, com inflação persistente e dificuldades sociais, continua influenciando a avaliação da população. Em recortes anteriores de 2025, por exemplo, o governo já havia visto oscilações maiores na aprovação.
Apesar disso, a pesquisa atual sugere que “o salto” favorável à imagem de Lula, verificado em momentos de forte polarização política, perdeu força — e o quadro voltou a um patamar de “equilíbrio instável”.
O que esperar daqui para frente
Com a estabilidade dos índices, o governo enfrenta agora o desafio de reconquistar parte do eleitorado que hoje o classifica como “regular” — um grupo que pode se tornar decisivo em futuras movimentações políticas e eleitorais. Por outro lado, a persistência da rejeição entre certos perfis sociais indica que qualquer nova iniciativa que vise ampliar o apoio público terá de passar por medidas que convençam especialmente os eleitores mais críticos — mais escolarizados, com renda alta ou de regiões específicas.
A janela que se abre também exige sensibilidade na comunicação institucional e ações concretas de governo, para transformar apoio conjuntural ou segmentado em uma base mais sólida.
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