O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu antecipar para segunda-feira (23/2) o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro. Inicialmente, a oitiva estava marcada para quinta-feira (26/2), mas a data foi alterada nesta quarta-feira (18/2).
Segundo Viana, a mudança busca evitar eventual não comparecimento. “Tomei essa decisão para que se evitassem desculpas do não-comparecimento na próxima quinta-feira. O acordo foi mantido. Quanto antes nós o ouvirmos, melhor será para o povo brasileiro e para as respostas que a CPMI quer dar”, afirmou.
O depoimento é considerado um dos mais aguardados nesta fase da comissão, que investiga possíveis fraudes envolvendo contratos de empréstimo consignado vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social.
Foco nos consignados
De acordo com o senador, o objetivo é esclarecer como foram firmados contratos entre financeiras, fintechs e bancos com a Previdência, resultando em descontos bilionários nas aposentadorias e pensões.
“A ideia é entendermos o que está por trás dos contratos entre as financeiras, fintechs e bancos com a Previdência. Contratos que, na maioria das vezes, não eram fiscalizados e, quando o aposentado reclamava que tinha sido vítima, não encontrava respostas”, afirmou Viana.
Vorcaro se comprometeu a comparecer e responder às perguntas relacionadas aos empréstimos consignados concedidos pelo Banco Master a aposentados e pensionistas. No entanto, poderá permanecer em silêncio quando questionado sobre outras investigações, como a que apura supostos “títulos podres” adquiridos pelo Banco de Brasília junto ao Master.
Investigação no STF
A participação de Vorcaro foi negociada entre a presidência da CPMI e a defesa do banqueiro, com anuência do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Vorcaro cumpre prisão domiciliar desde dezembro e é apontado como peça central em inquérito conduzido pela Polícia Federal sobre a negociação de ativos considerados de alto risco. Antes mesmo da prisão, seu nome já era citado em suspeitas relacionadas a contratos de crédito consignado.
Outros depoimentos
Com a antecipação, os depoimentos que estavam previstos para segunda-feira foram transferidos para quinta (26). A comissão pretende ouvir:
- Luís Felix Cardamone Neto, CEO do BMG;
- Ingrid Pikinskeni Morais Santos, investigada no inquérito;
- Paulo Camisotti, também investigado e filho de Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema.
Limites do depoimento
Viana afirma que o foco da CPMI são exclusivamente as irregularidades relacionadas aos consignados. “Ele não virá para falar sobre os CDBs falsos. Isso não é problema nosso, é problema de outra CPMI”, declarou.
O senador, contudo, reconhece que não pode impedir que parlamentares façam perguntas sobre outros temas durante a audiência. “Cada parlamentar pode fazer a pergunta que quiser. Ele está constitucionalmente com o direito de permanecer em silêncio nesses assuntos”, explicou.
::: CLIQUE AQUI E ENTRE PARA O NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira





