Os professores e demais profissionais da rede pública estadual de ensino de Minas Gerais iniciam, nesta quarta-feira (4), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia geral realizada na sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, e anunciada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG).
A principal reivindicação da categoria é a recomposição salarial de 41,83%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. De acordo com a coordenação-geral da entidade, a defasagem teria provocado uma redução real de quase 42% nos vencimentos ao longo dos últimos oito anos.
Novo piso nacional está no centro do impasse
Outro ponto central da mobilização é a aplicação integral do reajuste previsto na Portaria nº 82, publicada em 30 de janeiro de 2026 pelo Ministério da Educação (MEC). O texto oficializou o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais.
Segundo o Sind-UTE/MG, o reajuste anual do piso é um direito garantido por lei federal e deve ser aplicado ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. A entidade sustenta que o Estado não estaria cumprindo integralmente essa atualização, o que ampliaria as perdas salariais da categoria.
A coordenadora-geral do sindicato, Denise de Paula Romano, afirma que a situação compromete tanto a dignidade dos profissionais quanto a qualidade do ensino ofertado aos estudantes da rede pública.
“Além do calote no reajuste dos salários, enfrentamos aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições cada vez mais precárias para o exercício da nossa profissão”, declarou.
Impacto nas escolas e possível reorganização do calendário
A rede estadual de ensino de Minas Gerais atende centenas de milhares de estudantes em todas as regiões do estado. Com a paralisação, a expectativa é de adesão variável entre as unidades escolares, o que pode afetar o funcionamento das aulas já nesta semana.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que acompanha e monitora a adesão das escolas e servidores ao movimento. A pasta orientou as unidades a registrarem as ocorrências administrativas conforme as normas vigentes e a manterem o acompanhamento das atividades pedagógicas junto às Superintendências Regionais de Ensino.
O governo estadual também informou que, caso haja interrupção das atividades pedagógicas, as escolas deverão reorganizar o calendário escolar para garantir o cumprimento da carga horária anual obrigatória prevista na legislação.
Histórico de tensão entre categoria e governo
Nos últimos anos, a política salarial dos servidores da educação tem sido alvo de embates entre o governo mineiro e o sindicato. A discussão gira, principalmente, em torno da aplicação do piso nacional como vencimento básico — e não como remuneração global — além da recomposição das perdas inflacionárias acumuladas.
A greve reacende o debate sobre o financiamento da educação pública em Minas Gerais e ocorre em um momento de pressão fiscal sobre o Estado, que ainda enfrenta desafios relacionados à dívida com a União e ao equilíbrio das contas públicas.
O Sind-UTE/MG informou que novas assembleias poderão ser convocadas para avaliar o andamento das negociações. Enquanto isso, pais e estudantes aguardam definições sobre o impacto da paralisação no calendário letivo de 2026.
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