A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no estado em 2026. O caso ocorreu em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e envolve um homem de 46 anos que teve contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.
A infecção foi notificada em fevereiro e confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Segundo a pasta, trata-se de um caso isolado, sem ligação com o surto de hantavírus identificado recentemente em um navio de cruzeiro na Europa.
De acordo com a secretaria, a cepa de hantavírus em circulação no Brasil não apresenta transmissão de pessoa para pessoa. A principal forma de contágio ocorre pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
Ministério da Saúde descarta risco de pandemia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos registrados no país não têm relação com o episódio ocorrido no cruzeiro internacional e classificou como “desinformação” os boatos sobre uma possível nova pandemia.
Segundo Padilha, o Brasil registra atualmente sete casos da doença, número considerado dentro da média histórica nacional, que varia entre 38 e 45 ocorrências anuais.
“O Brasil nunca registrou circulação da cepa andina, identificada nesse surto do cruzeiro. A gente sempre teve casos de outras cepas”, afirmou o ministro.
A variante identificada na Europa, segundo o Ministério da Saúde, possui uma característica rara entre os hantavírus: a possibilidade de transmissão entre humanos. Já no Brasil, os casos continuam associados ao contato indireto com roedores silvestres.
A Organização Mundial da Saúde também descartou risco de pandemia relacionado ao episódio registrado no navio.
Casos de hantavirose em Minas Gerais
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Em 2024, foram sete confirmações e quatro mortes.
A doença é considerada rara, mas possui alta taxa de letalidade, principalmente quando evolui para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
Os sintomas iniciais incluem:
- febre;
- dores musculares;
- dor de cabeça;
- dor abdominal;
- dor lombar.
Nos casos graves, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, tosse seca, queda da pressão arterial e aceleração dos batimentos cardíacos.
Não existe tratamento específico para hantavirose. O atendimento médico é feito com suporte clínico e monitoramento intensivo dos sintomas.
Como prevenir o hantavírus
A Secretaria de Saúde reforçou medidas preventivas, principalmente para moradores de áreas rurais e trabalhadores do setor agrícola.
Entre as recomendações estão:
- armazenar alimentos em recipientes fechados;
- manter terrenos limpos e sem entulho;
- evitar acúmulo de lixo;
- não deixar ração animal exposta;
- manter plantações afastadas das residências.
Outra orientação importante é ventilar ambientes fechados antes da limpeza, como galpões, paióis e depósitos.
Antes da higienização desses locais, a recomendação é umedecer o chão com água e sabão para evitar que partículas contaminadas fiquem suspensas no ar.
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